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Jorge Marrão - Gestor 16 de Dezembro de 2014 às 00:01

A última comissão?

Os políticos do Sul não são capazes de se entenderem para a transformação que todos ansiamos: pertencer à Europa mais desenvolvida.

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A FRASE...

 

"A estratégia neoliberal com que o Governo começou o seu mandato morreu… Estão a passar para uma estratégia neopopulista."

 

Ferro Rodrigues, Expresso online, 14 de Dezembro de 2014

 

A ANÁLISE...

 

Assistem à derrocada de todo um sistema financeiro, vêem as empresas a mudarem de mãos, pressentem a falência social deste Estado gerador de dívida e de insustentabilidades, mas discutem minudências como taxas do IVA, e criam arrufos mediáticos com tiradas ideológicas inconsequentes.

 

Pretendem apenas culpar pessoas, responsáveis das instituições públicas e a sociedade colectivamente para esconder a sua responsabilidade histórica. Não nos preparam para a crise, nem sabem como sair dela.

 

A Europa do Centro e do Norte ainda não tinha percebido o que se passava na periferia. Nem esta percebeu a que clube pertencia. O ajustamento no Sul fez-se por causa de memorandos decretados externamente. A economia privada mudou mais rapidamente do que a pública, em face do calculismo saudável dos privados. Estes fizeram-se ao mar e procuraram salvar a sua pele e a dos seus. As correcções foram violentas no emprego e nos salários. Naturalmente, para não serem devorados fatalmente mais uma vez pela irresponsabilidade política do desentendimento.

 

A política cria comissões para apurar diferentes "verdades". São argumentistas e actores do seu próprio fim. O da democracia e dos partidos que geram dívida pública e privada. A sua reforma vai ser natural. Em julgamento temos hoje o sistema político que nos endividou, e o que não se entende sobre como lidar com a dívida colossal. A inutilidade histórica é notória perante os factos ocorridos desde 2008. Uma comissão de avaliação da queda de um banco deveria servir para um acto de penitência política. Tal como nas comissões parlamentares ninguém parece ser responsável.

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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