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Jorge Marrão - Gestor 19 de Outubro de 2015 às 20:49

As estranhas alianças com o dinheiro

O poder do dinheiro é afinal superior ao político. E estranhamente serão os partidos que se arrepiam com o dinheiro (PCP e BE), e com os credores, que vão agora preparar-se para obedecer ao dinheiro?

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A FRASE...

 

"Ainda tenho forte esperança de que os superiores interesses de Portugal não deixarão de estar presentes nas mentes de todos os nossos agentes políticos."

 

Presidente da República, Negócios, 19 de Outubro de 2015

 

A ANÁLISE...

 

O PCP e o BE irem para um Governo em democracia será a perda da sua virgindade moral oposicionista. Propagandearam que nunca tiveram responsabilidade no país que criámos nos últimos 40 anos. Os malefícios tiveram sempre outros criadores: PSD, PS e CDS. Os benefícios pertencem à idílica revolução de Abril e às suas instituições.

 

A contaminação com o político incompetente, corrupto, demagogo, e ineficaz chegaria assim por portas travessas, tão simplesmente porque estes partidos à esquerda do PS se horrificam com serem outra vez governados por esta "santa aliança" entre o legítimo Governo de Portugal e os nossos credores que, por acaso, foram estes que conseguiram o que o Presidente da República não logrou com António José Seguro. Uma governação com um acordo tripartido. Ninguém gostou do protetorado. Todos os que tiveram responsabilidade governativa assinaram o memorando com a troika. O poder do dinheiro é afinal superior ao político. E estranhamente serão os partidos que se arrepiam com o dinheiro (PCP e BE), e com os credores, que vão agora preparar-se para obedecer ao dinheiro?

 

O atual Presidente fez diversos apelos no seu mandato aos agentes políticos para colocarem os interesses da Nação acima dos partidários ou pessoais. Até agora sem resultado. Com a eventual coligação de esquerda, estes "contratos" com os credores vão ser renovados? E quem os assinaria? Os partidos que durante quatro anos zurziram no memorando com a troika preparam-se para ser a salvação do país. Mas, do quê? De nada, mas sim para a adiar o inadiável.

 

Este artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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