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Opinião
Jorge Marrão 23 de Abril de 2014 às 19:50

Libertadores. Onde estão?

Não foi um governo neoliberal que pediu a ajuda externa, nem uma política liberal que nos trouxe até aqui. Mas, qual é o projecto de sociedade que os pretensos senadores da sociedade portuguesa querem oferecer aos filhos e netos?

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A FRASE...

 

"Podia-se ser conservador sem ser fanaticamente neoliberalista. Este Governo é fanaticamente neoliberalista e o neoliberalismo é responsável por todas as crises que têm havido"

 

Almeida Santos, DN Polítice in www.dn.pt em 23 de Abril de 2014.

 

A ANÁLISE...

 

Reafirmar o 25 de Abril, o 25 de Novembro, a época de ouro europeia, ou o keynesianismo tardio de Sócrates que, a par da crise internacional, levou à falência do País e do seu modelo? Não o têm. Não, por falta de inteligência, ou experiência, ou geração, mas porque o mapa ideológico e de concepção de sociedade e de Estado em que se formaram está em pura falência no Ocidente. Este estagna, e não consegue debelar o desemprego.

 

Na ânsia de mitigarem o sofrimento das pessoas, o que é uma obrigação política, os senadores utilizam bonitas palavras, axiomas ideológicos, e acicates fulanizados, pretendendo continuar a martelar as suas certezas (e as nossas desgraças…). São os que ainda lutam por mais défice público, e mais expansão dos orçamentos dos bancos centrais. Se a economia se resolvesse sustentadamente com défices públicos e com moeda, afinal teríamos o paraíso na terra para todos os povos: uni-vos à roda da moeda.

 

A reforma do Estado como tecnicalidade, e assente em comparativos internacionais, não tem finalidade política. É uma treta para alimentar falsos debates: a verdadeira reforma é a dos políticos. Estes dependem das nossas escolhas. O glamour da liberdade da sociedade civil e económica tem de voltar a prevalecer. O activismo e centralismo estatal e político afogam-nos. As bonitas palavras dos políticos do majestático papel do Estado apenas servem para adiar a sua reforma.

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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