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Jorge Marrão 28 de Março de 2013 às 00:01

Nova Europa e novo euro!

Um muro político nasceu: a dívida dos bancos (depósitos) não pode transformar-se em dívida pública.

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"…Mas, o modelo final do resgate (de Chipre) merece ser elogiado … lamentando-se que políticos estejam num processo de aprendizagem pela prática."

 

Helena Garrido, in Jornal de Negócios em 26 de Março de 2013

 

A crise está a comandar a própria crise. Nas tentativas de solução, está o futuro da Europa. A terapia é plástica e os resultados incertos. Não há agenda política europeia: há resolução de problemas. O elogio desta medida é um enaltecimento à nova Europa que se vai fabricando: a falência de bancos regionais passa a ser paga também pelos depositantes. Vão ser sagrados os bancos mais seguros dos países das políticas macroeconómicas mais respeitáveis.

Um muro político nasceu: a dívida dos bancos (depósitos) não pode transformar-se em dívida pública. A dívida soberana da Grécia disseminou-se pelos investidores privados de Chipre. Estes agora venderão os seus depósitos a desconto. Sabemos como começam as guerras, não como acabam.

Mas, a zona óptima de moeda única está a fazer-se lentamente, ou a desmoronar-se? O euro estável e a liberdade de capital atraem o mundo. O inconstante e o controlo de capitais afastam-nos da verdadeira competição global. O euro que nasce agora é a aprendizagem de uma ideia exigente. Não serve para a política que rejeita algumas simples leis da macroeconomia.

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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