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Jorge Marrão - Gestor 21 de Março de 2018 às 20:31

O muro dos neoesquerdistas

Vivem com a pobreza do passado, mas parasitas das redes de interesses associadas ao Estado. Grave é que não saibamos o que está por trás do muro.

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A FRASE...

 

"Ou seja, se o Governo seguir essa teoria ("…do muro") não trata de nada de relevante dos problemas de governação, não estuda novas soluções, não se interessa por corrigir os erros, segue em frente como se não houvesse amanhã."

 

"A teoria do muro" de Francisco Louça, Expresso, 21 de março de 2018 

 

A ANÁLISE...

 

Há quem tenha aparecido - a geringonça - para reverter o amanhã que se estava a construir. Tardiamente percebem que se está a seguir em frente sem haver amanhã. Não gostavam do amanhã que se estava a tentar erigir dos escombros da falência do regime político-económico-social da maioria absoluta de Sócrates. Defendiam que lhes cheirava a vassalagem a credores. Omitiram sempre quem negociou o acordo com credores: o PS de Sócrates. Fizeram o anterior Governo parecer "neoliberal" para assustar as incautas almas do português, que sempre se vê solidário, mas que constrói muros em redor da sua casa, pequena ou grande, para se proteger do vizinho, e que desconhece o respeito pelo espaço público.

 

À primeira vista, o neoesquerdismo - que junta as consciências socialistas solidárias com o dinheiro dos "outros", seja a dos credores, contribuintes ou Europa - parece magnânimo, "trendy", defensor do amanhã das causas, amigo da cultura estatal ou estatizante, enraizadamente provinciano, mas pretensamente modernista. Importam as modas, minoritárias ou não, dos países ricos e desenvolvidos que se dão ao luxo - e ainda bem - de não tratar da comezinha sobrevivência e subsistência, mas que debatem temas complexos como o ambiente, esgotamento de recursos naturais, desigualdades extremas entre países, imigração, proteção da privacidade, liberdades de escolha de orientação sexual, de fumar ou não cannabis, ou os direitos dos animais, quando ainda não tornámos dignas a vida das pessoas. Vivem com a pobreza do passado, mas parasitas das redes de interesses associadas ao Estado. Grave é que não saibamos o que está por trás do muro.

 

P.S.: um aviso ao PSD e CDS - a maioria absoluta de Marcelo Rebelo de Sousa e ou Cavaco Silva nunca debateu Portugal entre a esquerda e a direita. Não cometam o erro de o fazer. Isso é para comentadores… o povo o que gosta mesmo é que lhes resolvam os problemas, as inseguranças, a vida e a vidinha…

 

Artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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