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Jorge Marrão - Gestor 28 de Maio de 2018 às 20:08

Quem captura os eleitores e o mercado?

O governo anterior não deixou boas recordações naqueles que defendem o mercado em público, mas gostam é do encosto estatal!

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A FRASE...

 

"(…) A autofagia de um grande clube de futebol quase que deixou na sombra um caso em que se combinam dois dos problemas que ameaçam as democracias: a) a captura do Estado por grupos económico-financeiros; b) a 'maldição' dos recursos naturais."

 

Viriato Soromenho-Marques, Diário de Notícias, 23 de Maio de 2018

 

A ANÁLISE...

 

A captura dos governos, e também do Estado, quando o seu funcionalismo apresa os governantes com o emaranhado de legislação, é, em parte, uma história mal contada, ou capciosamente contada, para atender a interesses ideológicos que deificam a estatização de tudo, ou quase tudo, com prejuízo da liberdade empresarial e de cidadania em contraponto aos que idolatram sempre o mercado.

 

As sociedades atuais são mais complexas que o debate esquerda e direita de há décadas. E por isso, percebemos que esta dicotomia começa a não fazer sentido para a resolução de problemas concretos.

 

Uma sociedade forte não depende das benesses estatais, e não se organiza para a dependência. Qualquer ditadura de esquerda ou direita o demonstra. Mas, um governo e ou Estado fortes que gostem de mercado não têm medo de atuar para defender os interesses do país. Não têm complexos estatizantes ou liberais. Faz o que tem de ser feito. O governo anterior não deixou boas recordações naqueles que defendem o mercado em público, mas gostam é do encosto estatal!

 

Espantosamente não encontramos capturas significativas entre empresas privadas, ou seja, o comprador deixar-se corromper permanentemente pelo vendedor. A razão, quando estamos em presença de concorrência leal, é a empresa corrompida ter custos superiores, o que a prazo pode inviabilizar o seu negócio. Os fenómenos de captura no setor privado centram-se maioritariamente na distribuição do valor entre acionistas. Os maioritários esquecem-se muitas das vezes dos minoritários, produzindo uma governação enviesada.

 

Quando falamos na captura de interesses do Governo/Estado e poder económico, a coisa é mais fina: muitas das vezes o Governo/Estado apresenta-se para ser corrompido para satisfazer interesses eleitorais. Uma estrada que nunca devia ser construída é um exemplo disso. Quem foi afinal o capturado ou captor?

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

 

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