Paulo Querido
Paulo Querido 24 de maio de 2013 às 00:01

Fed e China provocam tempestade no copo de água dos mercados

Tópicos – as palavras que fazem as notícias do mundo

1. Fed e China provocam tempestade no copo de água dos mercados 

Começando pela sessão asiática e continuando com a europeia, os mercados mundiais abriram a manhã de quinta com um frio mergulho. Na Bolsa de Tóquio o índice Nikkei resvalou 7,32%, a maior queda desde o maremoto de 2011. A onda perdeu alguma da força ao atravessar o Atlântico: em Nova Iorque Nasdaq e S&P caíram pouco e o Dow Jones conseguiu ficar no verde por 1 décima.

 

O efeito combinado de duas notícias assustou os investidores. A despeito do cuidado com que Ben Bernanke se dirigiu ao Congresso, aumentou a probabilidade de os Estados Unidos começarem a retirar as medidas de estímulo. E os aguardados relatórios sobre a China vieram desagradáveis: depois de 7 meses consecutivos a expandir, a atividade fabril chinesa contraiu-se em maio.

 

Tudo indica tratar-se de uma tempestade num copo de água e os mercados depressa retomarão a normalidade. O problema é que o abrandamento chinês pode significar que o Ocidente está a comprar menos...

 

 

 

2. Christine Lagarde

O affaire Tapie fez perigar a continuidade da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional. Mas para já «o Conselho de administração confia na capacidade de Christine Lagarde para exercer efetivamente as suas funções». Não há precedente para esta situação: um diretor-geral a ser chamado ao tribunal e enfrentando o risco de acusação de desvio de fundos públicos. Lagarde podia, mas não invocou o estatuto de imunidade que o cargo no FMI lhe poderia facultar.

 

 

 

3. Ford

Um lacónico comunicado para uma notícia triste: a Ford vai fechar as duas fábricas que tem na Austrália, levando para o desemprego 1.200 trabalhadores. A operação australiana é deficitária: a Ford perdeu 455 milhões de euros nos últimos 5 anos. O processo de desmantelamento demorará três anos. O fabricante permanecerá ativo no país e vai melhorar a estrutura de vendas. Só já não se justificam as fábricas. Que ali estiveram nos últimos 90 anos.

 

 

 

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