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Pedro Fontes Falcão 18 de Novembro de 2020 às 19:12

Europa e EUA/Canadá a liderar a ação ambiental

Felizmente, há cada vez mais incentivos contrários, como grandes fundos de investimento que começam a preferir empresas mais respeitadoras do ambiente e da sustentabilidade, minorando assim a vantagem injusta de custos mais baixos das outras empresas e países.

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Segundo o Acordo de Paris, faltam apenas 10 anos para se reduzir as emissões globais pela metade e evitar mudanças climáticas desastrosas. Para isso, o papel das cidades é chave para se agir com urgência para reduzir as emissões e prevenir impactos dramáticos no mundo.

Muito recentemente, foram eleitas as 88 cidades do mundo consideradas como líderes ambientais, segundo uma lista desenvolvida pela organização não governamental Carbon Disclosure Project (CDP), uma organização sem fins lucrativos que apoia investidores, empresas, cidades e regiões a gerir os impactos ambientais.

Essas cidades têm intensificado os seus esforços definindo metas ambiciosas e adaptando-se aos impactos das mudanças climáticas. Temos 31 cidades da América do Norte e 34 europeias, destacando-se o Norte da Europa (Dinamarca, Suécia e Finlândia com seis, cinco e quatro respetivamente, seguindo-se Portugal com três (Porto, Braga e Águeda). Há apenas seis asiáticas na lista.

Embora seja apenas um rating, não se podendo assumir representativa de um conjunto alargado de análises compreensivas, poderemos procurar retirar algumas ilações.

Por um lado, embora haja uma imagem de que a administração Trump tem pouca preocupação ambiental, na realidade há várias cidades e estados que têm essa preocupação e acreditam que os seus esforços podem valer a pena. A eleição de Biden deverá permitir uma alteração da imagem do país, assim como também novas políticas e um aumento de fundos a alocar a projetos de cariz ambiental. Também a Europa está claramente a destacar-se nesta área.

Contudo, é preciso alavancar mais estes esforços ambientais e geri-los de forma a apoiar um crescimento económico e social sustentável, que atraia mais pessoas qualificadas para o seu território, contra a concorrência de países que não têm um nível elevado de preocupação ambiental, permitindo-lhes assim ter custos de produção mais baixos. Felizmente, há cada vez mais incentivos contrários, como grandes fundos de investimento que começam a preferir empresas mais respeitadoras do ambiente e da sustentabilidade, minorando assim a vantagem injusta de custos mais baixos das outras empresas e países.

Deste modo, a Europa e os EUA/Canadá podem assim aproveitar mais esta “onda” e induzir outros países a acompanhá-los, para que haja finalmente uma verdadeira revolução ambiental a nível mundial.

 

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