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Pedro Fontes Falcão 09 de Abril de 2020 às 09:20

Segurança Social, Fiscalidade, Produtividade,… – quem vai ficar na História?

A capacidade de as pessoas voltarem a fazer os mesmos erros por vezes é surpreendente. Refiro isto, pois embora o mundo esteja atualmente a mudar radicalmente, poderá no final não mudar muito.

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Vai depender de todos nós, mas também no que se fizer hoje e que permita que alterações positivas que estejam ou venham a resultar da covid-19 não voltem atrás quando a pandemia passar (por exemplo, no mundo empresarial, maior autonomia dos colaboradores, teletrabalho quando se justifica, maior digitalização de serviços).

Passadas umas poucas décadas, aqueles que tiveram elevados cargos são rapidamente esquecidos, exceto se fizerem algo realmente impactante.

Em Portugal, e não só, poderiam aproveitar a oportunidade de reinventarem várias áreas-chave da sociedade e da economia e assim “entrarem na História”.

O sistema da Segurança Social, que já não estava bem, e que agora vai ficar pior, terá de assegurar a sua sustentabilidade no longo prazo. Não é fácil, pois há quem esteja sempre a tentar “matar” qualquer discussão que se faça sobre a hipótese de alterações na Segurança Social. Querem um sistema condenado e que irá colapsar, como todos sabemos, ou este sistema será reinventado?

A fiscalidade que temos, para além de uma elevada carga fiscal e constantes alterações, será a adequada a um país que se queira ser de charneira e conseguir atrair investimentos relevantes e jovens qualificados, especialmente nesta altura que vários projetos podem surgir ou ser alterados? Ou terá de ser reinventada?

E quanto à fraca produtividade, e o excesso de endividamento e resultante falta de capital, problemas que Portugal não tem conseguido resolver? As medidas de apoio às empresas economicamente viáveis, aos empresários e aos trabalhadores, uma legislação laboral adaptada às novas realidades do emprego (ex.: teletrabalho) de modo a aumentar a produtividade e rendimento das pessoas e simultaneamente proteger os mais fracos, serão parte de um “pacote” abrangente que reinvente o mundo empresarial português?

Se alguém conseguisse fazer alguma destas reinvenções, na minha opinião, “entraria para a História”. Irá demorar o seu tempo, e poderia ser um primeiro-ministro (António Costa, ou no futuro quem o substitua – Rui Rio ou outro que lhe siga), com um forte apoio do Presidente da República, ou então, algum ministro com uma “reinvenção” numa área mais específica.

Temos personalidades para entrar na História?

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