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Pedro Santana Lopes 31 de Maio de 2020 às 18:30

Palavras de quem sabe

Quer a Caixa Geral de Depósitos quer a banca privada afirmam-se razoavelmente confiantes na possibilidade de a crise não ser tão duradoura quanto, numa primeira fase, se poderia admitir.

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Os presidentes dos bancos portugueses têm participado em vários programas televisivos e dado várias entrevistas que muito têm contribuído para esclarecer quem os ouve e quem os vê, sobre as perspetivas de evolução da economia portuguesa. Tendo a crise que se atravessa essas duas componentes, uma na origem, a sanitária, e a outra como consequência económica, com todos os problemas sociais que ambas acarretam, é de realçar a serenidade e a clareza com que têm transmitido as informações e que dispõem no exercício a sua atividade, e que naturalmente podem dar a conhecer. Têm falado com equilíbrio, com simplicidade e com a qualidade que os caracteriza, quer sobre aquilo que deve preocupar todos, quer sobre alguns indicadores positivos que vão constatando e que lhes vão chegando.

Tem sido muito interessante confirmar como podem falar com uma considerável segurança sobre a capacidade das instituições que dirigem para enfrentar a crise e para corresponderem aos apoios, nomeadamente em linhas de crédito, necessárias para a recuperação. Isso só é possível graças às reestruturações por que passaram e à melhoria dos seus rácios principais, ao fim ao cabo, à sua maior solidez.

Quer a Caixa Geral de Depósitos quer a banca privada afirmam-se razoavelmente confiantes na possibilidade de a crise não ser tão duradoura quanto, numa primeira fase, se poderia admitir.

Um desses dirigentes mencionou mesmo que alguns desses dados positivos faziam admitir – julgo que utilizou essa expressão – uma maior instantaneidade da crise do que se poderia supor. Referiram-se, entre outros, indicadores sobre o aumento da poupança, a procura de crédito à habitação e diminuição do peso da compra de bens essenciais nos movimentos verificados.

Como é óbvio, todos falam na importância de contarmos com os fluxos financeiros da União Europeia que se anunciam, nomeadamente no programa de 750 mil milhões de euros proposto pela Comissão Europeia. Ninguém contesta o pressuposto, mas com ele ou sem ele, os sinais de esperança e o discurso de verdade dos presidentes dos bancos constituem uma realidade positiva que deve ser valorizada. Proporcionar estes momentos e estes espaços têm sido serviços importantes também prestados pela comunicação social aos portugueses, numa altura em que são tão necessárias linhas de orientação fundamentadas em saber e na realidade.

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