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Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 01 de Julho de 2010 às 11:44

Estava escrito, caro leitor...

A venda da Vivo estava escrita. Até nos jornais. Não por iluminação, mas pela informação que tínhamos. Nas últimas semanas, aqui escrevi muitos editoriais, sempre apontando para a venda e denunciando jogos de sombras.

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A venda da Vivo estava escrita. Até nos jornais. Não por iluminação, mas pela informação que tínhamos. Nas últimas semanas, aqui escrevi muitos editoriais, sempre apontando para a venda e denunciando jogos de sombras. Fomos muitas vezes criticados, contestados e pressionados (saudavelmente...) por causa disso. Aqui republico excertos. Não por causa dos que desmentiam. Mas pelos que liam. Pelos leitores. Como a honra, também a confiança não tem preço.

A 12 de Maio, aqui escrevi: "Está para nascer a OPA que não dependa do preço. (...) Não tardará muito até vermos se, como quase sempre, o discurso do Centro de Decisão é apenas uma questão de preço."

A 25 de Maio: "É provável que a Telefónica dê um segundo 'abraço de urso', mais forte, subindo a oferta de 5,7 mil milhões (...). Nesse caso, a administração terá de aceitar ir a jogo, propondo o negócio aos accionistas em AG."

A 27 de Maio: A Telefónica "não pode falhar. Vai dar tudo por tudo - e tudo é dinheiro e contrapartidas."

A 31 de Maio: A Telefónica "é demasiado grande e maior para perder a Vivo, se de facto a quer - e quer. (...) A PT não luta para ganhar, luta para não perder."

A 2 de Junho: "A Telefónica vai comprar a Vivo, a bazófia nacionalista era só para sacar mais milhões. Os accionistas da PT já esfregam dentro dos seus bolsos vazios as mãos, ensanguentadas da amputação que predisseram. Como dizem as mulheres, os homens são todos iguais: era só dinheiro."

A 15 de Junho: "Insisto: a maioria dos accionistas da PT vai decretar a venda da Vivo em assembleia-geral. Até lá, a Telefónica, que tem demasiado a perder, subirá a oferta. E os accionistas farão um grande negócio. O pior é o dia seguinte: o que fazer a tanto dinheiro? E como ficará a administração, vitoriosa ou vencida?"

Ontem: "Este pode ser o negócio da vida deles. (...) O 'núcleo duro' português é que vai mesmo decidir."



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