Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Opinião
Roland Berger Consultants 06 de Maio de 2013 às 00:01

Excelência no modelo de compras como alavanca para atingir níveis superiores de eficiência

A roland berger tem aprofundado o estudo de tendências de evolução de modelos de compras em diferentes industrias

  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A roland berger tem aprofundado o estudo de tendências de evolução de modelos de compras em diferentes industrias 


A "Roland Berger Strategy Consultants" tem vindo a realizar desde 1999 um estudo global sobre tendências na gestão da actividade de compras nas organizações (envolvendo mais de 500 empresas de várias industrias a nível mundial).

Da comparação das várias edições do estudo, tem resultado uma clara evolução da importância atribuída à actividade de compras nas empresas com melhor desempenho económico-financeiro, principalmente a partir da crise económica de 2008/2009.

No estudo é feita uma análise por indústria da excelência na gestão de compras, mantendo-se ao longo dos últimos anos as indústrias Automóvel, Retalho de Bens de Grande Consumo e Electrónica, como os exemplos mais sofisticados nessa função.

A nova realidade competitiva exige às empresas portuguesas que adoptem as melhores práticas de gestão de compras de modo a atingir níveis superiores de eficiência.

8 aspectos chave para atingir a excelência na gestão de compras

1. A excelência da gestão de compras é uma alavanca relevante na performance das empresas com melhor desempenho económico-financeiro – as compras são cada vez mais entendidas como uma actividade de grande importância nas organizações mais evoluídas e com melhor desempenho; mais de 55% das empresas que participaram no estudo atribuem igual importância à actividade de compras relativamente a outras actividades de alto valor acrescentado (p.e. Marketing & Vendas)

2. A função de compras é entendida como um verdadeiro parceiro de negócio nos modelos de referência – a função de compras deixou de ser considerada uma função administrativa, tornando-se numa função de apoio ao negócio na optimização da sua base de custos, liderando projectos transversais nos modelos que apresentam melhores práticas;

3. A sustentabilidade económica, ambiental e social, é uma componente chave nos modelos de compras mais avançados – cada vez mais são exigidos padrões

de actuação aos fornecedores e prestadores de serviços que reforçam a visão da sustentabilidade da empresa numa lógica alargada à cadeia de valor;

4. As compras apoiam a optimização do capital circulante das empresas – através das condições definidas ao nível da gestão de "stocks", condições de pagamento, entre outros, as compras contribuem para a redução do capital empregue pelas empresas no desenvolvimento do seu negócio;

5. As melhores práticas de compras estão a utilizar alavancas de optimização mais sofisticadas – a actuação das compras como parceiro de negócio está cada vez mais em alavancas que vão para além da negociação do preço; "standardização" de soluções técnicas, redesenho de especificações, análises de valor dos produtos/serviços adquiridos, são alguns dos exemplos da actuação da função de compras nas indústrias mais evoluídas;

6. A actuação das compras à escala supranacional continua a aumentar – o que requer maior capacidade de análise da cadeia de valor da indústria a montante, numa escala geográfica mais alargada, envolvendo opções de compras mais complexas (com níveis de risco distintos, opções de logística,…);

7. A actividade de compras está cada vez mais centralizada – ao longo dos últimos anos, principalmente após 2008/2009, há uma clara tendência de centralização da função de compras devido ao maior nível de especialização da actividade; de acordo com a última edição do estudo da Roland Berger, mais de 70% das empresas terão adoptado um modelo centralizado em 2015;

8. A função de compras requer um modelo de gestão mais sofisticado – ferramentas mais sofisticadas (p.e. e-tools), recursos humanos mais qualificados e com conhecimento do negócio, "Key Performance Indicators" para medir o valor acrescentado das compras, são elementos fundamentais nos modelos de referência.

Novo modelo de gestão de compras – componente estratégica na competitividade futura das empresas portuguesas

As empresas que participaram no estudo têm na sua maioria operações em várias geografias e actuam em mercados sofisticados, os que as obriga a optimizar todas as vertentes do seu sistema de negócio.

Considerando os desafios actuais da economia portuguesa e a necessidade de melhoria da competitividade das empresas nacionais para ambicionar crescimento em termos internacionais, a actividade de compras constitui uma alavanca que deve ser entendida como um dos pilares no processo de desenvolvimento estratégico das empresas.

Ver comentários
Mais artigos do Autor
Ver mais
Outras Notícias