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Ascensão e queda de um império

A história do BCP em Bolsa confunde-se com a história do mercado das últimas duas décadas da Bolsa portuguesa. A dimensão que este grupo atingiu no mercado, a liquidez que lhe garantia e a presença em momentos cruciais da nossa Bolsa, fizeram com que este passasse a ser um dos símbolos da praça portuguesa.

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A história do BCP em Bolsa confunde-se com a história do mercado das últimas duas décadas da Bolsa portuguesa. A dimensão que este grupo atingiu no mercado, a liquidez que lhe garantia e a presença em momentos cruciais da nossa Bolsa, fizeram com que este passasse a ser um dos símbolos da praça portuguesa.

Naturalmente que isso foi cativando os pequenos investidores para a acção e se a isso juntarmos a política de concessão de benefícios (além de empréstimos) aos clientes que fossem seus accionistas – uma política altamente controversa – facilmente percebemos a razão das acções do BCP serem das mais detidas pelos portugueses.

O gráfico de longo prazo mostra o sucesso do BCP em Bolsa, mas mostra também as crises da Bolsa portuguesa e da própria instituição. Tecnicamente, a quebra da Linha de Tendência de Longo Prazo no início deste ano foi o mais forte sinal de que o “Bull Market” tinha chegado ao final. Alguns diziam, na altura, que já era tarde para vender mas a verdade é que o título vale hoje cerca de um terço do que valia na altura.

Continuo, pacientemente, à espera de sinais de força dos touros para ponderar uma entrada na acção mas eles continuam sem aparecer. O primeiro sinal de força no curto prazo seria a quebra, consistente, da resistência horizontal na zona dos 0,93 euros. Mas, em termos de médio e longo prazo, apenas quando a zona de resistência junto aos 1,25 euros for quebrada é que poderemos acreditar que o domínio dos ursos chegou ao seu fim. Antes disso, a paciência para esperar pelo momento certo continua a dar frutos.

Divisões internas, mau momento do mercado em geral, crise no sector financeiro e suspeitas de práticas ilícitas, tudo contribui para o horrível desempenho do BCP em Bolsa nos últimos anos e que o levou menos hoje do que no início da década de 90.

Que saudades do tempo em que quando se ouvia falar em BCP a primeira palavra que nos vinha à cabeça era: Credibilidade.


































































































































































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