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Semapa sem sinais de força

No início da passada semana, tinha decidido que a acção que iria analisar nesta edição seria a Teixeira Duarte. Mas, perante tantas notícias e análises nos últimos dias, nada iria acrescentar ao que tem sido dito. É uma pena ver empresas com os seus modelos de negócio tão bem geridos a viverem situações aflitivas fruto dos seus investimentos noutras áreas. Por que é que não nos centramos naquilo que sabemos fazer bem?

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No início da passada semana, tinha decidido que a acção que iria analisar nesta edição seria a Teixeira Duarte. Mas, perante tantas notícias e análises nos últimos dias, nada iria acrescentar ao que tem sido dito. É uma pena ver empresas com os seus modelos de negócio tão bem geridos a viverem situações aflitivas fruto dos seus investimentos noutras áreas. Por que é que não nos centramos naquilo que sabemos fazer bem?

Decidi, por isso, fazer uma breve análise técnica à Semapa. A história da empresa em Bolsa não era, tradicionalmente, de emoções fortes. Ao longo dos seus anos no mercado, a Semapa era uma acção sólida, com baixa volatilidade. Contudo, a partir do final de 2005, a tradição alterou-se.

Em 2003, a acção iniciou um poderoso “Bull Market” que acelerou no final de 2005 e, desde aí, a Semapa abandonou o seu ritmo lento e ganhou uma volatilidade grande que levou a acção, em 4 anos, a multiplicar o seu valor em Bolsa por 5, estabelecendo um novo máximo histórico. Em 2007, os mercados mundiais iniciaram o seu “Bear Market” e a Semapa não fugiu à regra, tendo já perdido mais de metade do seu valor em Bolsa.

Desde Outubro de 2007 - altura em que o título quebrou o seu suporte nos 11,26 euros - que tenho estado pessimista em relação à Semapa. O que me fará largar a mão dos ursos e juntar-me ao clã dos touros? A ruptura, em alta, da zona de resistência entre os 7,25 e os 7,90 euros. Esse seria o sinal de força dos touros que me faria acreditar numa inversão.

Eu sei que não é entusiasmante, ao analisar as acções nacionais, estar sempre a pedir paciência e a escrever que é necessário esperarmos por sinais de força. Há mais de um ano que tem sido esta monotonia do meu discurso. Mas o objectivo nos mercados não é ser excitante, é ganhar dinheiro.

Os responsáveis da Semapa não podem fazer muito para alterar as coisas. A evolução das suas cotações está muito mais dependente das condições dos mercados financeiros mundiais do que da própria vida da empresa.

Comente aqui o artigo de opinião de Ulisses Pereira




























































































































































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