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Ulisses Pereira ulissespereira@hotmail.com 24 de Setembro de 2018 às 10:30

Um ano a frustrar expectativas

Devemos resistir à tentação de associar os altos e baixos da bolsa ao que acontece nos outros mercados.

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A bolsa portuguesa subiu pela segunda semana consecutiva. Devemos resistir à tentação de associarmos os altos e baixos da praça portuguesa ao que vai acontecendo nos outros mercados internacionais. Ainda na passada semana, o PSI subiu bastante em dias sem história lá fora e caiu em sessões de alta no estrangeiro. Será sempre uma explicação fácil para quem tem de escrever todos os dias sobre mercados, mas está longe de ser verdadeira e os últimos anos mostram uma ausência de correlação entre Portugal e o mundo. Depois de um mau mês de Agosto e um péssimo arranque de Setembro, os ursos clamavam vitória e o seu reaparecimento na bolsa portuguesa, mas os touros reagiram e fizeram questão de defender o seu suporte, mostrando que é demasiado cedo para declarar a sua morte. Se tirarmos os olhos do curto prazo e da "espuma dos dias", podemos observar que o principal índice português está a lateralizar no último ano. Depois de um arranque de "bull market" com uma tendência ascendente bem clara, o PSI tem vindo a lateralizar no intervalo entre os 5.250 e os 5.800 pontos. Nas subidas dentro deste intervalo, os touros clamam vitórias e, nas quedas, são os ursos que atiram os foguetes e apanham as quedas. Mas, em bom rigor, neste último ano ninguém pode estar satisfeito porque o mercado tem frustrado expectativas de uns e outros.

Se o último ano tem sido tão equilibrado, porque continuo eu com o fato de touro vestido? Porque a tendência que está por trás desta lateralização é de alta e o domínio dos touros há que ser respeitado. "The trend is your friend" é uma das máximas que mais respeito e que, apesar de ser simples, é negligenciada por tantos. Todos querem ser mais espertos do que o mercado quando, na maior parte das vezes, basta dançar ao seu ritmo. E enquanto o PSI não quebrar um suporte relevante, o meu companheiro de valsa é o touro. Por mais fraquinho que ele pareça. E confesso a minha falta de vontade de dançar "break dance" com os ursos.



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