Rui Barroso
Rui Barroso 03 de abril de 2017 às 21:05

A estranha acalmia no índice do medo das bolsas 

Incerteza política na Europa e nos EUA. Dúvidas sobre as consequência do fim gradual das políticas monetárias ultra-expansionistas adoptadas durante a crise, que não tiveram paralelo na História, o que torna imprevisível a estratégia de retirada dos bancos centrais.

Avaliações de alguns activos em níveis historicamente elevados. São alguns dos factores de risco enunciados geralmente pelos analistas ao longo dos últimos meses. Apesar disso, os investidores vivem um dos momentos mais zen dos últimos anos. O índice que mede o medo nos mercados, o VIX, teve a cotação média trimestral mais baixa desde o quarto trimestre de 2006, meses antes de começarem a surgir as primeiras nuvens que indiciava a tempestade da grande crise financeira. Para os analistas do Deutsche Bank, este foi um dos elementos de maior surpresa no arranque de 2017. "Ficámos surpreendidos que não tenha existido um pico [de volatilidade] dadas as incertezas políticas em ambos os lados do Atlântico", referiram numa nota. Isto porque, explicam, o mercado está a dar mais importância aos dados económicos, que têm surpreendido a nível global do que aos riscos. Os dados económicos estão a prevalecer", dizem. Mas acrescentam: "Por agora."

 

Jornalista

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