Pedro Fontes Falcão
Pedro Fontes Falcão 17 de janeiro de 2018 às 10:00

A preocupação com a segurança laboral é boa? 

A segurança laboral é o aspeto que os portugueses mais valorizam num emprego, segundo as conclusões de um inquérito feito esta semana pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã.

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Pode haver várias interpretações, provavelmente exigindo estudos mais aprofundados, mas surge um alerta. A mudança a uma velocidade estonteante com que estamos a deparar-nos, nomeadamente com o desenvolvimento da inteligência artificial, vai obrigar a que muitos de nós tenham de rapidamente "reformatar-se" para passar a desempenhar outras funções na nossa atual entidade empregadora ou em outras entidades.

 

Neste contexto de enorme necessidade de adaptação em termos profissionais, podemos olhar para esta necessidade como um desafio, uma oportunidade, ou então como um problema ou uma ameaça.

 

Idealmente, deveríamos olhar como uma oportunidade.

 

Os trabalhadores nacionais deveriam então ter preocupações e valorizações do seu emprego mais positivas e proativas (satisfação pessoal, aprendizagem, etc.) e não questões referentes a necessidades mais básicas (como a segurança).

 

Ora então temos de perceber o que estamos a fazer de mal para que isso não aconteça.

 

Genericamente, e de forma simplista, temos duas vias. Uma é alterar o modo de olhar dos portugueses para a realidade laboral e para o emprego como uma parte importante e valorizadora da vida, que nos permite desenvolvermo-nos e enriquecermo-nos profissional e pessoalmente e não como uma obrigação penosa. Para vários, não é fácil nem rápido.

 

Outra é ter boas chefias, métodos de gestão e aproveitamento do talento que permitam motivar os colaboradores e aumentar a sua produtividade, fazendo assim crescer as empresas e a economia, gerando mais oportunidades de emprego para todos, diminuindo assim a preocupação com a segurança no emprego para a generalidade dos portugueses.

 

Haverá sempre pessoas com maiores dificuldades, que devem ser apoiadas, mas a generalidade dos portugueses deveria perceber que não deve viver apenas para trabalhar, mas também não deve trabalhar apenas para viver.

 

Gestor e docente convidado do ISCTE-IUL

 

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico 

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