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A «afirmação»

Na semana passada questionei Paulo Teixeira Pinto sobre os riscos que corre se, numa fase de afirmação como líder do BCP, falhar a OPA que lançou ao BPI.

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Teixeira Pinto, percebendo a «provocação» jornalística, não deu parte de fraco e respondeu com um «ataque», dizendo que a instituição não admite outro resultado senão a vitória na OPA.

Será mesmo assim? Não.

Teixeira Pinto, por quem tenho, aliás, grande admiração e estima, tinha duas tarefas prioritárias quando chegou a CEO: fazer «esquecer» Jorge Jardim Gonçalves (matar o pai, no sentido freudiano do termo) e lançar as bases de crescimento do BCP, que passam muito pela expansão no exterior.

Essas tarefas estão por cumprir. A expansão internacional sofreu um revés com a não aquisição do maior banco romeno (ainda que, como diz a administração, para não prejudicar os accionistas). Quanto a fazer esquecer Jardim Gonçalves, it’s a work in progress. Que dificilmente chegará a bom termo se o actual CEO não demonstrar que a estratégia agressiva de crescimento, que defende, tem pés para andar. Uma estratégia que depende muito da compra do BPI. Mas nem tudo é mau para Teixeira Pinto: ao contrário do que diz Fernando Ulrich, a OPA está longe de estar decidida. E não é por obra e graça do divino Espírito Santo...

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