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A cor do dinheiro

Quem olhar para a forma como os "três grandes" se estão a preparar para a crise que se vai abater sobre o negócio do futebol percebe três opções diferentes: a do Sporting (a mais sensata), a do Porto (moderada) e a do Benfica (a mais temerária).

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Quem olhar para a forma como os "três grandes" se estão a preparar para a crise que se vai abater sobre o negócio do futebol percebe três opções diferentes: a do Sporting (a mais sensata), a do Porto (moderada) e a do Benfica (a mais temerária). Mas antes de analisarmos cada uma, vejamos o cenário que os clubes enfrentam nos próximos dois anos: quebra de receitas de bilheteira, quebra de receitas de sponsorship (v.g. o BES, que cortou patrocínios a Benfica, Sporting e Porto) e escassez de crédito (taxas de juro e spreads elevados). Como três desgraças nunca vêm só, os clubes enfrentam outro problema. Grave: a descida do valor dos passes de jogadores, principal fonte de receitas de Porto, Sporting e Benfica.

O Sporting foi o que mais cedo antecipou as dificuldades, com Soares Franco a dizer que não vai haver compras no Inverno. O Porto, embora não enjeite uma ida ao mercado, não parece alinhar em "loucuras". O Benfica é diferente: fala-se da compra do passe de Reyes (25% já tinham custado 2,6 milhões de euros), na hipótese Luis Garcia, na transferência definitiva de Suazo… Mais: o Benfica quer ir ao mercado buscar até 40 milhões de euros para pagar os 25 milhões de euros de contratações do Verão e financiar actividade corrente. Com as taxas de juro ao preço que estão, e com o mercado de dívida "seco", se o Benfica não perceber que tem de apertar o cinto daqui a dois anos arrisca-se a ter as contas num frangalho.
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