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Helen Zhu 11 de Maio de 2015 às 10:14

A empolgante conjuntura do mercado accionista chinês

Quando a abertura das contas de capital for completa, o mercado A-share estará inteiramente aberto aos investidores internacionais enquanto os investidores domésticos terão a possibilidade de "ir para fora".

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É difícil ignorar o entusiasmo gerado pelos mercados de capitais na China nas últimas semanas, tanto a nível de volume como de retorno. O mercado A-share na China, que quase duplicou no último ano, registou um volume de negócios diário de US$ 290 mil milhões, enquanto o mercado de Hong Kong subiu mais de 30% desde Março de 2014 e alcançou o seu próprio recorde de volume de negócios, de US$ 37 mil milhões.


Na nossa opinião, o progresso nas reformas estruturais positivas tiveram um importante papel no forte retorno, reduzindo os riscos de perdas avultadas associados à China e melhorando a sustentabilidade e qualidade do crescimento.


No entanto, não seria o suficiente para multiplicar o volume de negócios ao nível registado. Em termos de volume, acreditamos que o catalisador chave foi o anúncio por parte do CSRC que os fundos domésticos poderiam investir no mercado de Hong Kong através do esquema MMA.


Historicamente, o controlo sobre as contas de capital fizeram com que os fundos na China continental estivessem limitados a opções de investimento doméstico (tirando um canal muito pequeno de QDII através de fundos QDII previamente definidos). No entanto, a abertura do acesso ao mercado poderá ver uma maior entrada de fundos para mercados como o de Hong-Kong.


Uma maior flexibilização dos controlos de capital e a abertura de ambos os mercados é uma questão de tempo. Os mercados A-share e H-share continuam maioritariamente separados, com uma sobreposição limitada dos fundos que alimentam estes mercados, por agora. Os únicos pontos de acesso são quotas aprovadas QFII/RQFII/QDII e o esquema MMA. Todos eles têm fortes limites, como a elegibilidade dos investidores, as acções em que se pode investir, o "trading" transfronteiriço permitido, entre outros.


Eventualmente, quando a abertura das contas de capital for completa, o mercado A-share estará inteiramente aberto aos investidores internacionais enquanto os investidores domésticos terão a possibilidade de "ir para fora". As duas fontes de capital estarão fundidas. Acreditamos que as reformas para caminhar para este objectivo de longo prazo irão continuar a surpreender pela positiva, em termos de "timing" e de impacto.


O caminho da convergência abre inúmeras oportunidades, mas terá que ser selectivo. Quais as diferenças entre os dois mercados que poderão eventualmente desaparecer? Tanto os preços como a liquidez, na nossa opinião. Preferimos ser mais selectivos e focar-nos naquelas que achamos que as valorizações ainda são atractivas numa base absoluta e relativamente a equivalentes globais e regionais. Algumas destas oportunidades poderão estar em áreas menos óbvias. Nos últimos 3-5 anos, apesar de algumas acções de empresas de pequena e média capitalização oferecerem melhor crescimento que a suas equivalentes de grande capitalização, tem-se visto a sua valorização reduzida devido a uma menor liquidez e maior risco. À medida que as reformas estruturais vão reduzindo os riscos avultados na economia e o volume do mercado de Hong-Kong melhora, esperamos ver a bonificação das grandes empresas dissipar-se. Alguns sectores onde ainda vemos boas valorizações, apesar da recente subida, inclui bancos de média dimensão, imobiliárias, "utilities2 e renováveis, enquanto sectores como a construção, bens de capital, transportes e energia têm caminhado para valorizações menores.

 

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