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Raul Vaz 20 de Julho de 2006 às 13:59

A ministra que não erra

Não queria ir, mas vai. A ministra da Educação está hoje no Parlamento - em plenário e não em comissão como pretendia - para explicar o «flop» dos exames de Química e Física do 12º ano.

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O que dirá Maria de Lurdes Rodrigues? Provavelmente o que tem dito nas últimas horas, numa antecipação do debate parlamentar. E o que se tem sabido é surpreendente. A ministra acha que os erros que professores e pais detectaram nas provas não passam de «uma coisa mínima» num universo de 60 exames - e por isso suficiente para permitir «uma segunda oportunidade». O paradoxo revela uma atitude autista, própria de quem não é capaz de admitir o direito ao erro. É da natureza humana e, por muito que a soberba do primeiro-ministro esteja a contaminar o seu gabinete, a ministra faria bem em aceitar que também pode cometer erros. Não é assim: os membros deste governo estão proibidos de reconhecer o óbvio. O que se passa com Maria de Lurdes Rodrigues - versão «dama de barro» - já se viu em outros ministros. Espera-se, pois, pouco do debate de hoje. Sem que, com seriedade, o Governo possa negar que está criado um regime de excepção, manifestamente injusto para quem cumpre provas de acesso ao ensino superior. O que se diria e faria noutros tempos? Basta recuar um ano e meio e reler a história. Coisa que Sócrates e companhia só fazem quando o relato comparativo lhes é favorável.
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