Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Opinião

A responsabilidade de Sócrates

Nos últimos dias meio mundo (ministros inclusive) esforçou-se por mostrar que a luta dos professores era uma luta partidária. Não é. É uma luta de classe, de corporação. Isto é, de um grupo que ganhou peso na sociedade e, sentindo os privilégios em causa,

  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O Governo já percebeu isso? A avaliar pela reacção da ministra (que deve ter combinado o discurso com Sócrates, no Sábado) à comunicação social, é provável que sim. Mas o que significa o seu tom conciliatório ao dizer que o que interessa é levar os professores a entender as reformas? Vai fazer cedências (Sócrates deve ter-se assustado com a dimensão da “manif” e com as declarações de Manuel Alegre), apesar da promessa de não voltar atrás?

Lurdes Rodrigues tem razão em querer mudar o edifício da Educação. Mas tal como Correia de Campos, e o próprio José Sócrates, não soube comunicar as mudanças. Teria feito diferença? Na prática não. Porque a corporação dos professores (que atravessa todos os partidos) não quer mudar. Na forma sim, porque quando os professores recusassem o diálogo, poderia dizer ao país: “Eu tentei”.

Em todo o caso, Lurdes Rodrigues não sai do processo totalmente fragilizada. A sua declaração, de que está disposta a lutar até ao fim, transfere para Sócrates o ónus de uma saída. Se isso acontecer, seja qual for a desculpa, o grande perdedor é ele.

Mais lidas
Outras Notícias