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Pedro Dionísio 20 de Junho de 2006 às 13:59

Aceito o desafio

No passado dia dez de Junho, dia de Portugal, o Presidente da República, Cavaco Silva, lançou aos portugueses um desafio: cada um deve assumir as suas responsabilidades nas suas áreas de intervenção.

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Cavaco Silva exemplificou algumas das responsabilidades comuns: na educação, a responsabilidade da família, na saúde, a responsabilidade por uma alimentação saudável e na condução automóvel, o cumprimento das regras.

Ao longo das últimas décadas, os portugueses têm sido anestesiados por discursos que colocam a responsabilidade no Governo, por vezes nas empresas e, agora, numa «onda mundialista», na selecção de futebol, mas nunca em cada um de nós enquanto cidadão.

No futebol, é fácil, para comentadores caseiros e até mesmo para uma empresa nacional, pedir à nossa selecção que atinja o primeiro lugar no mundial, mas seria extraordinário para o país se cada um desses personagens estivesse, na sua área de actuação, entre os trinta e dois melhores do mundo, numa fase final, como está a sua selecção.

A construção de um país melhor – simultaneamente com uma melhor qualidade de vida e mais competitivo – exige que cada português assuma também o desafio lançado por Cavaco Silva e contribua para que Portugal passe a estar entre os melhores a nível internacional.

Os ingredientes para esta receita são conhecidos: é preciso que cada um assuma as suas responsabilidades. De acordo com a constituição da palavra, o termo responsabilidade inclui os conceitos de Resposta mais Habilidade, isto é, ter a capacidade para dar respostas.

E a verdade é que os princípios básicos da gestão ajudam a dar essa resposta: definição clara de objectivos, planeamento das actividades, implementação e controlo do planeado.

Ao nível da universidade, o desafio coloca-se, de igual modo, para professores, alunos e funcionários. Pela minha parte, aceito o repto de investir nos próximos meses uma parte do meu tempo para repensar os meus actuais métodos de ensino, consciente de que pode sempre haver formas diferentes e melhores de actuar, conseguindo resultados mais eficazes, nomeadamente na preparação de melhores profissionais.

Para alem da transmissão de conhecimentos, vou procurar inovar ao nível das competências motivacionais por parte dos alunos, isto é, formar alunos que sejam capazes de assumir responsabilidades, na verdadeira acepção da palavra, ao longo da vida.

Hoje de manhã, tive a grata oportunidade de conhecer e de poder trocar umas impressões com João Garcia, o alpinista português a quem devemos todos um exemplo de determinação, tenacidade e de espírito de sacrifício e de equipa. Em boa hora o Millennium bcp o escolheu como bandeira para as suas campanhas de comunicação, mantendo presente o seu exemplo para milhões de portugueses.

Acredito no papel da comunicação no processo de formação de valores e, por isso, considero que esta aposta do Millennium bcp deve ser seguida por outras empresas e pelos órgãos de comunicação social, na descoberta e na divulgação de bons exemplos, sobretudo para os mais jovens.

Em conclusão, pela minha parte, aceito o desafio de «chegar mais alto» no próximo ano lectivo e contribuir, assim, para que os meus alunos o façam também.

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