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Pedro Santos 06 de Dezembro de 2004 às 13:38

Ainda existe espaço para novas subidas?

Os mercados accionistas - europeu e norte-americano - registaram na semana passada novos máximos do ano, a beneficiarem da queda abrupta do preço do petróleo, que corrigiu mais de 13% desde quarta-feira devido à divulgação das reservas de petróleo destila

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Os mercados accionistas - europeu e norte-americano - registaram na semana passada novos máximos do ano, a beneficiarem da queda abrupta do preço do petróleo, que corrigiu mais de 13% desde quarta-feira devido à divulgação das reservas de petróleo destilado norte-americanas referentes à semana anterior que registaram um aumento superior ao esperado.

A questão que se coloca neste momento é aonde estamos e para onde podemos ir? Desde o início do ano, o Eurostoxx50 subiu 5,4%, o S&P 500 7,4% e o PSI-20 10,3%. Será que ainda existe espaço para novas subidas?

Analisando as «drivers» actuais do mercado temos:

i) O preço do petróleo - que deverá continuar a corrigir até estabilizar entre os 35 e os 40 dólares;

ii) As «yields» - que continuam baixas, próximas dos 4,4%, pelo que continuam a dar valor ao mercado accionista;

iii) A desvalorização do dólar - que apesar de ser favorável à redução do déficit pode trazer inflação importada para a economia americana, pelo que, neste momento, é o maior risco para o mercado de acções. No entanto, tal como considerei que a correcção do preço do petróleo poderia ser o «trigger» para a subida do mercado, considero que mais tarde ou mais cedo os Bancos Centrais terão que intervir e esse facto ajudará as acções;

iv) Sazonalmente, os meses de Dezembro e Janeiro são os mais fortes do ano, pelo que ainda deveremos assistir a mais valorização não só devido às tradicionais «puxadas» de fim de ano, mas também à recomposição de carteiras que normalmente acontecem no principio do primeiro trimestre.

Conclui-se, assim, que o investimento em acções ainda poderá permitir novos ganhos e deveremos assistir a novos máximos anuais nos principais índices mundiais.

Impresa é uma das melhores apostas para este final do ano

Em Portugal, a instabilidade criada com a queda do Governo e a convocação das respectivas eleições antecipadas tiveram uma reacção negativa no mercado de acções que considero excessiva uma vez que os agentes económicos se encontravam desconfortáveis com o actual Governo.

De qualquer forma, a incerteza que se vai viver até Fevereiro/Março poderá afastar alguns investidores do mercado nacional, pelo que terá de se olhar numa perspectiva de "stock picking" e não global.

Desta forma considero que a Impresa é uma das melhores apostas para este final do ano, pois está a negociar a aquisição dos 49% que não detém na SIC. O múltiplo EV/EBITDA do "deal" deverá estar próximo de 8x, o que permitiria um ganho em avaliação próximo de 1,2 euros face ao preço de 4,5 euros que era o que se verificava aquando da divulgação das negociações.

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