Raquel Godinho
Raquel Godinho 15 de fevereiro de 2018 às 22:14

Apple recorre à poderosa arma da liquidez  

A Apple é a maior tecnológica do mundo. E também a maior empresa do mundo. E estas estatísticas universais não se esgotam por aqui. É que a empresa liderada por Tim Cook é também detentora de uma das maiores reservas de liquidez do mundo.

Tem 285,1 mil milhões de dólares (230,2 mil milhões de euros) em "cash". E anunciou recentemente que pretende usar quase toda esta disponibilidade financeira em novos programas de recompra de acções, dividendos ou aquisições. Dará mais detalhes em Abril, mas a especulação tem sido mais do que muita. A notícia foi bem recebida pelos analistas que acreditam que esta posição poderá ter implicações positivas no rumo das acções. De acordo com as estimativas do UBS, citadas pela CNBC, os lucros da empresa podem subir cerca de 30% face às actuais estimativas, até 2021, se a empresa recomprar 10% das suas acções por ano.

 

Mas há vários outros cenários em cima da mesa, como a recompra entre 30 mil milhões e 60 mil milhões de dólares por ano de acções juntamente com um retorno de dividendo de 3% até 2023.

 

De qualquer forma, os especialistas antecipam ganhos nas acções. Com esta cartada, a Apple "protege-se" de potenciais desilusões com a venda dos equipamentos.

 

Jornalista

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