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Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 27 de Novembro de 2011 às 23:30

As nossas "cabecinhas douradas"

Somos um país fantástico. Durante anos tivemos 1º ministros e Presidentes que se calaram enquanto os portugueses (Estado incluído) se endividavam alegremente. Fazendo orelhas moucas a quem ia avisando que vivíamos acima das nossas posses.

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De repente, confrontados com o inevitável (e o inevitável é um brutal corte de despesa em tempo recorde), ei-los a botarem faladura como se não fosse nada com eles: Eanes fala em suavizar a austeridade e em estimular a economia; Soares esqueceu-se do que fez em 83-85 e anda por caminhos "alternativos"; Sampaio fala em diálogo e repete que há vida para além do défice (vê-se ); Cavaco esqueceu-se do "monstro" e quer poupar a Administração Pública ao inevitável Valha-nos Deus: porque não falaram quando a Troika por cá andou a negociar o ajustamento? Medo de levar "sopa"?

Eanes, Soares, Sampaio e Cavaco têm obrigação de saber que só se pode distribuir o que se tem. O que se produz. Ora nós não temos. Em condições normais, isto é se aquelas "cabecinhas douradas" tivessem cumprido o seu dever, este ajustamento (de passarmos a viver segundo a produtividade), seria feito em cinco ou seis anos. Para não provocar solavancos sísmicos na economia. Mas eles não fizeram o seu papel. E é bom recordar-lhes isso agora. Até porque as suas declarações podem ter o efeito pernicioso de convencer o português comum de que temos alternativas: menos sacrifícios e mais tempo. Não temos. E se não percebermos isso agora, daqui a uns meses estaremos a receber os mesmos (humilhantes) ultimatos da Grécia. Aos poucos começo a perceber o pessimismo de Vasco Pulido Valente quanto ao futuro do país



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