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As reformas estruturais de Almunia

Há duas formas de pôr as economias a carburar. Uma é derrubar as barreiras ao crescimento: excesso de despesa do Estado, rigidez dos mercados laborais... A outra é não fazer nada... ou fazer pouco.

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Há duas formas de pôr as economias a carburar. Uma é derrubar as barreiras ao crescimento: excesso de despesa do Estado, rigidez dos mercados laborais... A outra é não fazer nada... ou fazer pouco.

A Europa, ao contrário do que dizia ontem o comissário Almunia, escolheu a segunda. A reforma mais importante, a da redução do peso do Estado, continua por fazer. Senão veja-se as soluções adoptadas pelos países com finanças em mau estado (Alemanha, França, Itália e Portugal): as melhorias das contas públicas acontecem sobretudo por via da receita... e da contenção do investimento público.

Se assim é, como explicar o crescimento do PIB no primeiro semestre (o valor mais alto desde 2000)? Pela única reforma estrutural feita na Europa: a do mercado laboral. Por iniciativa dos governos? Não, pela pressão do mercado: entre a ameaça

do desemprego, provocado pela deslocalização, e um salário mais magro/flexibilidade laboral, os sindicatos escolheram a segunda (v.g. o recente exemplo da Volkswagen).

Isto é mau? Não, mas Almunia devia ser mais contido e sugerir à Europa que aproveite a recuperação para fazer as reformas que não fez em 15 anos. Sobretudo nas finanças públicas. Senão... senão na próxima recessão estaremos todos a lamentar mais uma oportunidade perdida.

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