Raquel Godinho
Raquel Godinho 07 de março de 2018 às 21:11

Buffett quer dar tempo para digerir resultados

Warren Buffett é um dos mais antigos e conhecidos investidores do mundo. E sabe muito bem como é que os resultados das empresas podem ter impacto no rumo das suas acções.

Essa tem sido, aliás, uma das suas mais recentes preocupações. É que o líder da Berkshire Hathaway teme que as novas regras contabilísticas dêem origem a variações expressivas nas contas da "holding". E, nesse sentido, pretende manter a divulgação dos números na sexta-feira após o fecho da sessão ou mesmo na manhã de sábado. O objectivo é dar aos investidores e aos analistas tempo para digerir os resultados e, desta forma, mitigar o impacto em bolsa.

 

Na sua mais recente carta aos accionistas, lembra o MarketWatch, Buffett refere que as novas regras contabilísticas podem "distorcer de forma severa" os resultados da Berkshire e potencialmente "induzir em erro os analistas e investidores". Estas regras consistem em incluir os ganhos e as perdas de investimento potenciais, juntamente com os ganhos e as perdas reais, nos lucros publicados a cada trimestre. Uma situação que levará a "variações verdadeiramente selvagens e caprichosas" nos números da Berkshire. A sua estimativa é de que a variação nos lucros possa rondar os 10 mil milhões de dólares ou mais por trimestre.

A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Assim falou o Zaratustra de Omaha 07.03.2018

Tal como Zaratustra foi um profeta na Pérsia antiga,
(recorde-se o “Assim falou Zaratustra”, de Nietzsche),
Warren Buffett é justamente considerado no meio dos investidores,
como um autêntico e respeitado profeta.
Todos os anos o “Zaratustra de Omaha”,
localidade onde nasceu e ainda vive,
fala aos acionistas da sua Berkshire Hathaway,
num momento sempre aguardado com imensa expectativa.
Este ano disse o que o artigo acima refere,
acrescentando também que, nos seus anos de gestão da Berkshire,
conseguiu multiplicar por 11.145 (onze mil cento e quarenta e cinco vezes !!!!)
o valor contabilístico das ações.
Todavia, de maior relevância e simbolismo para o mundo dos investidores,
foi a referência a ter ganho uma aposta
no tocante à sua previsão que:
um investimento passivo no S&P bateria, em 10 anos,
um fundo de fundos dos melhores hedge Funds,
os quais, como se sabe, são o “créme de la créme" da gestão ativa.
Tal é impressionante “aviso à navegação”
para o mundo dos investimentos.

comentários mais recentes
Assim falou o Zaratustra de Omaha (4) 08.03.2018

deixando em campo um resíduo mais apurado,
com que cada vez é mais difícil competir .
Por tal razão, a GA já é hoje para muitos intermediários,
prática que lhes sendo sempre favorável pelas comissões certas e seguras,
e pelos cargos que permite justificar,
é desfavorável para aqueles cujos interesses a Lei manda pôr em primeiro lugar,
ou seja, para os seus clientes.
E oportuno seria que, na onda da DMIF II,
não deixasse de se considerar a possibilidade de exigir aos intermediários
um compromisso de honra, de que o recurso à GA,
mais do que a satisfação garantida dos seus interesses em fruírem de comissões ou de justificarem cargos,
visa um objetivo explícito de defesa realística do interesse dos investidores,
pelo incremento realista da probabilidade de conquistarem rendibilidades supranormais (alphas)
Isto mesmo que tal desiderato,
mostrando-se infactível em períodos de alta dos mercados,
não o venha a ser em períodos de baixa.
Mas que tal não se oculte ao investidor.

Assim falou o Zaratustra de Omaha (3) 08.03.2018

E porquê o Alerta contra a Gestão Ativa (GA)?
A GA vive da correção de ineficiências dos Mercados, e retira de tal a sua compensação.
Quando os mercados se aproximam do seu limite possível de eficiência,
ao fim de anos de progressão sem mudanças estruturais,
como agora acontece,
os sempre incertos acréscimos de resultados conseguidos com a GA,
degradam-se, e são superados pelos seus (sempre certos) custos,
sejam eles de transação, informação ou gestão,
sejam de erros cometidos.
Tal porque:
Por um lado, diminuindo as ineficiências, diminui a recompensa por as corrigir,
Por outro lado, aumentando a competição, é menos rendível lutar para neutralizar o resíduo que daquelas.
E a competição aumenta,
não só porque se regista uma elevação generalizada do nível médio de competência dos investidores,
( como por exemplo também acontece no nível de competição em certas modalidades desportivas)
mas também porque os menos competitivos vão abandonando a GA
e passando aos ETFs e fundos índices.

Assim falou o Zaratustra de Omaha (2) 08.03.2018

Há outros temas de notório interesse (como sempre)
na “epístola” de Buffett aos acionistas:
vg a referência à probabilidade de mega-catástrofe nos EUA, (2%),
e do respetivo prejuízo previsível (400 biliões de $),
e é de relevante interesse a subsequente entrevista de 3 horas à CNBC.
Mas nada se equivalerá em simbolismo à relevância do Aviso
que Buffett, a voz mais respeitada no mundo dos investimentos,
fez em relação à Gestão Ativa.
Foi um grito e um Alerta que o “Rei vai nu”,
o que muitos e dos melhores no mundo académico
já vinham de há muito avisando.
Mas a esperança é sempre a última a morrer,
e basta que ainda se mantenham alguns nichos de sucesso
(acessíveis apenas aos pequenos investidores)
para que poderosos interesses atuem
para que o maná de comissões em média 4 vezes superiores às da gestão passiva,
seja defendido com unhas e dentes
por quem quiçá se preocupa mais em defender
volume de comissões e o seu próprio tacho,
do que os interesses dos investidores que serve.

Assim falou o Zaratustra de Omaha 07.03.2018

Tal como Zaratustra foi um profeta na Pérsia antiga,
(recorde-se o “Assim falou Zaratustra”, de Nietzsche),
Warren Buffett é justamente considerado no meio dos investidores,
como um autêntico e respeitado profeta.
Todos os anos o “Zaratustra de Omaha”,
localidade onde nasceu e ainda vive,
fala aos acionistas da sua Berkshire Hathaway,
num momento sempre aguardado com imensa expectativa.
Este ano disse o que o artigo acima refere,
acrescentando também que, nos seus anos de gestão da Berkshire,
conseguiu multiplicar por 11.145 (onze mil cento e quarenta e cinco vezes !!!!)
o valor contabilístico das ações.
Todavia, de maior relevância e simbolismo para o mundo dos investidores,
foi a referência a ter ganho uma aposta
no tocante à sua previsão que:
um investimento passivo no S&P bateria, em 10 anos,
um fundo de fundos dos melhores hedge Funds,
os quais, como se sabe, são o “créme de la créme" da gestão ativa.
Tal é impressionante “aviso à navegação”
para o mundo dos investimentos.

pub