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Raul Vaz 26 de Dezembro de 2007 às 12:30

Chegou a vez do BCP

O PS chega ao BCP como voltou ao país: a barafunda abre espaço a soluções musculadas. Com uma curiosa coincidência: em ambos os casos a porta é aberta por dois ilustres socialistas, Jorge Sampaio e Vítor Constâncio.

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O PS chega ao BCP como voltou ao país: a barafunda abre espaço a soluções musculadas. Com uma curiosa coincidência: em ambos os casos a porta é aberta por dois ilustres socialistas, Jorge Sampaio e Vítor Constâncio.

Coincidência que se reflecte na amargura dos que pouco ou nada fizeram para que tal acontecesse - agora é Luís Filipe Menezes quem comanda as hostes do descontentamento, questionando o silêncio do regulador ao longo de um tempo em que foram cometidos erros "gravíssimos" - na leitura do próprio regulador.

É verdade: a indignação do líder do PSD é a indignação daqueles que, sobretudo ao longo do último ano, foram questionando a moleza do governador. Mas alguém ouviu uma palavra a algum responsável pelo maior partido da oposição? Pelo contrário: o BCP serviu para aconchegar vontades do partido e projectos com um indisfarçável e recorrente ataque a quem não estava com uma determinada vontade.

Da sucessão de trapalhadas que se conhece (e das que eventualmente jamais serão conhecidas) são responsáveis os que conduziram o banco à vergonha pública, depositando-o nas mãos do governador Constâncio e do Governo Sócrates.

Todos os que, no banco, tiveram responsabilidades executivas. Todos sem excepção, de nada servindo a distinção entre bons e maus rapazes. É a eles que o PSD e todos os que se vão indignando devem pedir contas. O PS de Sócrates, Vara e companhia limita-se a preencher o vazio, exercendo com competência o poder. Chegou a vez do BCP.

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