Santiago Iniguez de Onzono
Santiago Iniguez de Onzono 07 de fevereiro de 2018 às 20:15

Como melhorar a sua empatia pela liderança

O mundo global de hoje precisa, mais do que nunca, de gestores e empreendedores eficazes que se entendam melhor e trabalhem para superar os nossos problemas coletivos. Numa palavra, líderes com empatia.

Empatia é a capacidade de identificar e responder aos sentimentos dos outros. A neurociência e psicologia têm estabelecido que a empatia, assim como todas as faculdades intelectuais, está fisiologicamente enraizada nos nossos cérebros. É rígido. Além do mais, a plasticidade do cérebro permite que nos adaptemos e treinemos por meio de certos exercícios e hábitos, não só nos primeiros anos das nossas vidas, mas na idade adulta. As raízes da empatia não são só genéticas, mas também culturais.

 

A empatia é essencial para o sucesso nas relações, no trabalho, na família e com os amigos e conhecidos. Permite-nos conhecer e entender os sentimentos de outras pessoas, não só por meio de conversa, mas interpretando formas de expressão não verbais como gestos, linguagem corporal e outros sinais. A maioria das crianças, numa idade inicial, demonstra empatia ao copiar o sentimento daqueles que as rodeiam, por exemplo, chorando quando ouvem outras crianças chorar, ou rindo quando outras riem. Quando envelhecemos, sentimo-nos mal quando alguém da nossa família está infeliz ou sentimo-nos agradados quando as coisas lhes correm bem.

 

Ainda existem muitas pessoas na gestão que acreditam no ditado de Maquiavel, publicado no seu livro "O Príncipe", de que é melhor ser temido do que amado, mas acredito que uma das características essenciais da liderança é saber como cultivar a empatia com colegas e subordinados. A empatia motiva as pessoas e ajuda-as a entender e a partilhar as missões de uma organização. Mais do que isso, melhora a produtividade. 

 

Aqui está o que recomendamos aos líderes de negócio do nosso tempo para cultivar um pouco mais de empatia em torno deles.

 

- Uma atitude otimista e construtiva é fundamental. Falo aqui de otimismo temperado com realismo, não os sonhos que as pessoas podem descartar ou afastar. O senso de humor, um dos irmãos do otimismo, é também uma boa ideia, e pode ajudar gerando intimidade, uma boa atmosfera e um espírito positivo no local de trabalho.

 

- Devemos ter tempo e interesse para conhecer os nossos colegas e subordinados: as suas preocupações, se têm problemas familiares ou alguma doença. Uma prática simples, mas compensadora é enviar um cartão de aniversário.

 

- Paixão pelo que fazemos, pela organização e seus objetivos também gera empatia, pois a paixão contagia. Desfrutar do nosso tempo no trabalho e pensar sempre como melhorar o que fazemos inspira os outros a fazer o mesmo. 

 

- Ser confiável e previsível, projetar confiança e não se permitir ser abatido por estados de espírito.

 

- Ler, sobretudo livros que nos mostram o caráter de outras pessoas ou retratam situações realistas, ou descrevem como as pessoas como nós respondem às questões da vida.

 

- Em geral, devemos sempre procurar aprender coisas novas, estar aberto a novas ideias ao longo das nossas carreiras: isso vai-nos equipar melhor para entender tudo o que nos rodeia, ver a vida de diferentes ângulos.

 

O mundo global de hoje precisa, mais do que nunca, de gestores e empreendedores eficazes que se entendam melhor e trabalhem para superar os nossos problemas coletivos. Numa palavra, líderes com empatia.

 

Presidente da Universidade IE

 

Artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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comentários mais recentes
Ciifrão 08.02.2018

A empatia dos autista deve ser nula, ou quase.

Bruno de Carvalho é um labrego! 08.02.2018

Bruno de Carvalho dorme com os 3 olhos fechados. Ele usa uma venda e um pepino!!!

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