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Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 03 de Setembro de 2012 às 23:30

Como manter o Euro sem perder Portugal, Espanha, Grécia e Itália

Os mais recentes desenvolvimentos da crise do Euro confirmam uma fractura clara entre o sul e o centro-norte da Europa... e um erro na forma como o problema está a ser tratado pelos dois blocos.

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Todos os dias os jornais falam em divergências de opinião sobre questões como dar ou não mais tempo à Grécia, compra de dívida espanhola e italiana pelo BCE, etc. Ou seja, o problema parece limitar-se à questão orçamental. Mas não é. É um problema de competitividade, mais grave do que o orçamental. Porque é a falta de competitividade que deprime o crescimento nos países do sul. E sem crescimento não há orçamentos equilibrados. E há desemprego galopante: veja-se os casos de Grécia, Espanha, Portugal e até Irlanda...

Isto significa que se a competitividade não melhorar, o Euro fica num beco sem saída. Por isso os países do norte deviam olhar para o problema de outra forma: criar um programa global para todo o sul, com variantes consoante os países, que envolva reformas estruturais para melhorar a competitividade. Só que o programa tem de ser acompanhado de um Fundo para as Reformas Estruturais, para os países do sul apoiarem os desempregados resultantes das alterações estruturais: os países teriam obrigatoriamente que adoptar essas reformas se quisessem aceder ao Fundo (temporário), que serviria para pagar parte dos subsídios de desemprego (que estão a dar cabo dos orçamentos) e apoiar a reconversão de desempregados.

Reconverter as economias do sul deixando subir verticalmente o desemprego é criar uma bomba-relógio: a oposição às reformas estruturais vai crescer, aumentando a probabilidade de ruptura da Zona Euro.


camilolourenco@gmail.com



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