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Como não substituir um director-geral

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita. A máxima serve como uma luva à substituição de Paulo Macedo na Direcção-Geral dos Impostos. Primeiro foi a lei, demagógica, que passou limitar o vencimento na Administração Pública ao ordenado do primeiro-min

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A seguir foi a sua manutenção no cargo três meses para lá da comissão de serviço. Finalmente o anúncio de que o substituto só entra no final de Setembro. Entretanto o vice de Macedo, João Durão, toma conta da loja. Compreende-se agora porque ficou Macedo mais três meses: nomear um director interino para cinco meses era um problema?

Dada a sensibilidade do cargo, impunha-se que o novo director-geral, que terá missão difícil (é como encontrar um substituto para Mourinho?), tivesse entrado em Maio. Para dar, logo, continuidade ao excelente trabalho do antecessor. E para se afirmar. Ao nomear um director interino, o Governo passa uma péssima imagem, para dentro e fora da DGI. Porque João Durão, como interino que é, não poderá tomar medidas de fundo. E dois meses fazem diferença, assumindo que Paulo Macedo, nos últimos três, tomou alguma medida estrutural? Dado que a redução do défice orçamental depende mais das receitas que das despesas, não se percebe a ligeireza com que o Governo tratou este assunto.

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