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Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 25 de Agosto de 2010 às 11:56

Como não aconteceu mais cedo?

Há dois defeitos que o português condutor exibe ao volante

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Há dois defeitos que o português condutor exibe ao volante: excesso de velocidade, mesmo quando as condições de tempo e de via o desaconselham, e curiosidade mórbida (parar, ou abrandar, para ver um acidente). Esses dois defeitos terão sido, provavelmente, os principais responsáveis pela tragédia na A25.

O acidente de segunda-feira vai originar muitas teorias sobre o que deve ser feito para evitar nova tragédia: iluminar a zona, como sugeriu o comandante dos bombeiros de Sever do Vouga? Introduzir radares? Mais fiscalização?

É sempre útil pensar em soluções; mas não vale a pena perorar muito sobre o assunto quando se sabe que há um requisito prévio que não é respeitado: a velocidade de segurança (caro leitor, quantas vezes já circulou acima de 120 km/h com nevoeiro cerrado?). Ou seja, há um limite (a velocidade) a partir do qual a melhoria das condições da estrada não garante a segurança de quem nela circula. Ao contrário do que sugeriu o comandante de Sever do Vouga, não há iluminação de zonas de nevoeiro que evite acidentes. Precisamente porque continuará a haver automobilistas a circular acima do limite de segurança. E isso só se trava agravando severamente as penas: multas pecuniárias astronomicamente elevadas, cassação da carta por longos períodos e até inibição total de condução.

Se há pergunta que deve ser feita sobre o acidente da A25 não é "Como foi possível?", mas sim "Como é que não aconteceu mais cedo?". O que leva a outra pergunta: sabendo-se que há auto-estradas com tantos ou mais pontos de nevoeiro do que a A25, quanto tempo mais vai passar até à próxima tragédia?

camilolourenco@gmail.com



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