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Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 15 de Janeiro de 2012 às 23:30

Como se matam reformas... estruturais

Há duas coisas que a classe política devia fazer antes de falar de reformais estruturais: primeiro pensar; segundo ter cuidado com a língua.

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Há duas coisas que a classe política devia fazer antes de falar de reformais estruturais: primeiro pensar; segundo ter cuidado com a língua. A primeira é elementar: se o país em 37 anos não as fez (as reformas estruturais) alguma razão há. E há mesmo: o poder dos lobbies que se alimentam desses sectores (Educação, Saúde, Justiça, Arrendamento, Concertação Social, etc) e que têm biliões a perder com as mudanças.

A segunda questão tem a ver com a Comunicação. Como o Governo vai mexer num vespeiro, tem de saber que os lobbies vão fazer tudo para envenenar a opinião pública. Sem a qual nenhuma das reformas é exequível. Veja-se a imolação pública de Correia de Campos

Isto é uma evidência? Não. Como se viu pela tirada idiota de Manuela Ferreira Leite sobre a hemodiálise, um dos lobbies mais poderosos da Saúde. Não quero saber se a senhora queria dizer outra coisa. Pela experiência que tem, Ferreira Leite devia ter tento na língua. Como não tem (e sabe que não tem), o mínimo que devia fazer é fechar a boca. Com adesivo, se necessário for!

Ferreira Leite já passou à História e, por isso, não se prejudicou a si; prejudicou o ministro, que precisa de ganhar o cidadão de rua para a reforma mais difícil que o país enfrenta. Paulo Macedo já tem contra si a "comunidade da Saúde", que está a fazer tudo para envenenar a opinião pública. Levar tiros nos pés de quem devia ter juízo não lembra a ninguém. É que quando o ministro tiver de mexer na hemodiálise, os lobbies vão ser os primeiros a gritar "Nós bem avisámos que o Governo queria acabar com a hemodiálise gratuita". Mesmo sabendo que não é verdade.


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