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Miguel Lopes - WeDo Consulting 03 de Janeiro de 2005 às 13:37

Da Inovação à Concretização

Periodicamente, somos agradavelmente surpreendidos com notícias de portugueses que ganham prémios internacionais de inovação.

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A nível tecnológico, Portugal tem alguns exemplos extraordinários. São exemplo o projecto Via Verde e a rede Multibanco que continuam a ser uma referência de inovação em todo o mundo. Os telemóveis pré-pagos lançados pela TMN tiveram igualmente um impacto marcante, abrindo horizontes aos operadores de telecomunicações móveis.

No entanto, salvo algumas excepções, os resultados do investimento em Portugal na inovação não correspondem ao que seria desejável.

Portugal tem de apostar com determinação na sua capacidade de inovação e desenvolver uma oferta tecnológica competitiva para o mercado internacional, com base em quatro linhas de acção estratégicas:

1) Criar uma oferta poderosa
No sector tecnológico, as empresas portuguesas competem com os mais prestigiados fornecedores mundiais de tecnologia. É essencial criar uma oferta que responda às necessidades dos clientes, diferenciada face aos concorrentes e que garanta níveis de qualidade superiores.

2) Identificar e eleger os mercados certos
Compreender cada um dos mercados onde a empresa quer estar presente. Ter objectivamente a capacidade de agir com determinação, seleccionando mercados onde existe potencial de negócio favorável. É o exemplo actual reconhecido aos países de Leste. São mercados com necessidades concretas, sem oferta interna adequada, onde muitos sectores apresentam um elevado crescimento (estima-se que o mercado Polaco de tecnologias de informação em 2004 tenha crescido cerca de 15%).

3) Construir marcas fortes
Uma marca constrói-se dia após dia ao longo de anos. Cada acção de promoção deve seguir uma linha coerente suportada por uma estratégia de médio-longo prazo. A marca traduz uma identidade que valoriza o fornecedor e os seus produtos e serviços. Ser reconhecido no sector tecnológico pela competência e qualidade dos seus produtos e serviços é um activo valioso.

4) Implementar uma força de vendas eficaz
Criar uma força de vendas internacional é um desafio. A selecção da melhor abordagem implica uma análise atenta e, muitas vezes, é necessário optar por um modelo comercial misto em função das necessidades e da realidade concreta de cada mercado. Nalguns sectores ter uma presença local é um requisito. Noutros, passa pela escolha de parceiros locais, para os quais a nossa oferta tem um peso grande na criação de negócio. Em todos os casos, ser determinado e transparente no relacionamento é crucial para garantir uma relação mutuamente proveitosa e duradoura.

Frequentemente ouvimos falar de inovação, mas poucas vezes reflectimos sobre a capacidade das empresas portuguesas competirem internacionalmente. Uma estratégia pragmática de crescimento deve passar pelo desenvolvimento colectivo desta capacidade. Os sistemas de informação são, cada vez mais, um recurso fundamental para a optimização operacional e estratégica das organizações e representam uma excelente oportunidade de internacionalização para as empresas portuguesas.

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