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Déjà vu

De cada vez que um presidente ou primeiro-ministro fazem um tour pelo Portugal de sucesso, os exemplos a glorificar são sempre os mesmos. O Roteiro para a Ciência, de Cavaco Silva, confirmou essa inevitabilidade: o presidente visitou a Bial, um exemplo no

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Significa isto que não se devem promover estas iniciativas? Não. Elas têm sempre algum efeito: pelo efeito de imitação, por instilar ambição ou por ajudar a pontapear o derrotismo instalado.

Mas a exiguidade de exemplos merece reflexão. Porque são tão poucos? Porque demoram a «pegar»? Porque não abundam em sectores tradicionais (não há sectores bons, há boa ou má gestão...). Pela falta capital de risco. Para financiar projectos onde a banca não aposta; para os dotar de gestão (um bom empreendedor não tem de ser um bom gestor)... Em 2005, o sector, onde duas empresas de capitais públicos pesam 50%, investiu em Portugal 100 milhões de euros; em Espanha foram 1,5 mil milhões.

Sem capital de risco, a transição para uma economia onde os empresas de ponta realmente pesam no PIB, será muito mais lenta. Talvez Cavaco e Sócrates devam, antes de mais, apostar aqui.

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