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Raul Vaz 01 de Fevereiro de 2008 às 13:59

Doa a quem doer?

A remoção de Correia de Campos afastou das primeiras páginas (este jornal foi uma excepção) a audição parlamentar de Teixeira dos Santos sobre o BCP. O ministro das Finanças foi ouvido enquanto presidente da CMVM no período em que ocorreram actos que estã

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De quem é a responsabilidade? Dos administradores do banco que "tinham obrigação de conhecer e de denunciar as irregularidades" e, ao contrário, "mentiram" e "esconderam deliberadamente" informação dos reguladores. Como funcionava o esquema? As operações passavam pelo paraíso fiscal das Caimão, através de 17 off-shores, sendo que nenhuma detinha uma posição qualificada de dois por cento do banco, evitando assim a sua identificação.

Conclusão do declarante: estamos perante uma história "muito grave", pelo que "as averiguações terão de ir até ao fim, doa a quem doer". Pois estamos. Estamos a falar da gestão de Jardim Gonçalves, altura em que ocorreram os factos e foram prestadas informações "falsas", e da de Paulo Teixeira Pinto, período em que terá sido fornecida informação errada aos reguladores. Doa a quem doer?

P.S. Apesar de Sócrates ter considerado a localização Chelas/Barreiro como uma decisão fechada, Mário Lino admite o estudo da alternativa Beato/Montijo para a nova travessia do Tejo. Gato escaldado...

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