Raquel Godinho
Raquel Godinho 06 de março de 2018 às 21:15

E se os investidores estiveram distraídos?

O mercado accionista britânico não está nas boas graças dos investidores. Um sentimento que em muito se deve às negociações em torno do Brexit.

Mas há quem acredite que os investidores poderão perder boas oportunidades se estiverem distraídos e não olharem para este mercado.            A Amundi, a maior gestora de activos da Europa, acredita que estas acções negoceiam com um desconto que podem não merecer, diz a Bloomberg. A gestora, que tem 1,7 biliões de dólares (1,37 biliões de euros) sob gestão, tem uma posição de "overweight" (está a sobreponderar) nas acções do Reino Unido. O que acontece apesar de o pessimismo dos investidores e o número de apostas na queda estar em máximos de 2008. Nicholas Melhuish, o responsável pela área de acções globais, defende que os investidores podem estar a perder uma oportunidade. "O Reino Unido parece extraordinariamente barato - e atractivo", afirmou o gestor à Bloomberg. O índice FTSE 100 está a negociar 13,4 vezes os lucros estimados, situando-se perto dos níveis de 2014, e acumula uma queda de 7%, superior à perda de 4% do índice europeu de referência, o Stoxx600. E as acções mais domésticas, aquelas que mais foram rejeitadas, podem representar as melhores oportunidades.

 

Jornalista

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mais votado Investiguem, mas desconfiem de distrações 06.03.2018

É certo que a distração é sempre um dos perigos a espreitar os investidores,
dos mais aos menos sofisticados, de Londres a Pequim.
Mas uma coisa não se olvide:
é que diz a experiência comprovada dos Mercados
que basta uma ínfima % de investidores não distraídos,
para com espantosa eficácia empurrar as cotações para valores
o mais próximo possível do que seria o correto,
tendo em conta a mais apurada teoria.
E também hoje não é possível ignorar uma nova realidade.
que acrescenta nova e temível dimensão de competição aos Mercados:
a existência de dezenas (centenas?) de milhares de investidores,
que conceberam e calibraram,
modelos sofisticados de avaliação de ações
ajustando-os a dados históricos,
e que os utilizam em computadores noite e dia ligados
disparando automaticamente ordens de compra e venda para os corretores
à mínima oportunidade de ganhos supra-normais (Alphas),
surgida em qualquer momento,
em qualquer Bolsa da “Aldeia Global”
em que se transformou o Mundo.

comentários mais recentes
Investiguem, mas desconfiem de distrações 06.03.2018

É certo que a distração é sempre um dos perigos a espreitar os investidores,
dos mais aos menos sofisticados, de Londres a Pequim.
Mas uma coisa não se olvide:
é que diz a experiência comprovada dos Mercados
que basta uma ínfima % de investidores não distraídos,
para com espantosa eficácia empurrar as cotações para valores
o mais próximo possível do que seria o correto,
tendo em conta a mais apurada teoria.
E também hoje não é possível ignorar uma nova realidade.
que acrescenta nova e temível dimensão de competição aos Mercados:
a existência de dezenas (centenas?) de milhares de investidores,
que conceberam e calibraram,
modelos sofisticados de avaliação de ações
ajustando-os a dados históricos,
e que os utilizam em computadores noite e dia ligados
disparando automaticamente ordens de compra e venda para os corretores
à mínima oportunidade de ganhos supra-normais (Alphas),
surgida em qualquer momento,
em qualquer Bolsa da “Aldeia Global”
em que se transformou o Mundo.

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