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Raul Vaz 14 de Dezembro de 2007 às 14:00

É a política, estúpido!

E agora, José? José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, que antes de o ser prometeu aos eleitores um referendo europeu. Não foi por isso que foi escolhido, mas foi por isso que se alterou a Constituição e se alimentou o engodo.

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E agora, José? José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, que antes de o ser prometeu aos eleitores um referendo europeu. Não foi por isso que foi escolhido, mas foi por isso que se alterou a Constituição e se alimentou o engodo.

É evidente que não vai haver referendo, nem que Cristo desça à terra. Sócrates é o que é, segundo o próprio "uma soma de casualidades". E saiu-lhe em sorte seguir o trabalho de quem teve engenho (e poder) para desbloquear o impasse criado pelos referendos que o povo chumbou.

Em França e na Holanda, provavelmente por motivações nacionais mas que só por descuido podem ser dissociadas do contexto europeu. E é precisamente por existir o pavor de uma repetição do terror que não haverá consultas ao povo sobre um futuro comum.

A questão que se põe - e que tem a ver directamente com Sócrates - é simples: devemos continuar a acreditar nas promessas de quem quer chegar ao poder? Ou melhor: o que é que vale, a promessa feita ao eleitor nacional ou o posterior compromisso com os parceiros europeus? É evidente que para Sócrates o que foi conseguido não pode ser posto em causa, por séria que tenha sido a promessa inicial. A questão já é outra depois da proclamação de vitória: "Hoje [ontem] fez-se história." Referendar a glória não está nos planos de Sócrates. Safa!

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