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Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt 18 de Setembro de 2006 às 13:59

E agora, Marques Mendes?

Em termos políticos não há nada pior do que ser líder da oposição quando o Governo tem uma maioria na Assembleia da República. Marques Mendes sente-se como o concorrente da cadeira no concurso «Um Contra Todos». Mesmo podendo ganhar, tem sempre mais hipót

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A política, no fundo, é um jogo. E, mesmo com o discreto auxílio de Cavaco, é ainda Sócrates que tem o poder. Marques Mendes tem uma missão típica de Indiana Jones pela frente: ao mesmo tempo que mostra que é a única alternativa a Sócrates, tem de limitar os estragos que se começam a adivinhar à sua direita, com o reagrupar das forças de Paulo Portas. Mais: precisa de criar uma imagem séria, de líder oposicionista que sabe escutar e falar para o coração da nação. Necessita de um novo vocabulário político que faça com que o «jackpot» que lhe saiu com os acordos de regime não seja outra vez todo gasto inutilmente num número de roleta. Marques Mendes tem de injectar ideias novas no PSD. O acordo com o PS soube a mousse de chocolate, mas ficar anafado é o pior que pode acontecer à oposição. Porque os acordos serão esquecidos e Sócrates continuará a governar. Enquanto Marques Mendes se manterá longe do poder. Sócrates não é como Guterres nem Durão Barroso, políticos que abandonaram São Bento quando lhes apareceu a oferta de um voo «Low Cost» pela frente. Marques Mendes tem neste momento, nas mãos, um crédito. Veremos se saberá rentabilizá-lo.
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