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E porque não liberalizar tudo?

Portugal é um país de modas: importam-se conceitos, utilizam-se “ad nauseam” e atiram-se para o lixo. A última é a da flexigurança, que significa facilitar despedimentos em troca de apoios sociais generosos (subsídio de desemprego mais elevado e formação

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A oposição gosta dela; o Governo também mas, cioso das aparências (Carvalho da Silva anda em marcação cerrada a Vieira da Silva), chama-lhe outra coisa.

O sistema, ao contrário do que parece, tem riscos. O mais grave é o preço: na Dinamarca, mãe do conceito, o Estado gasta o equivalente a 4% do PIB. Qualquer Governo que o queira importar deve pensar nisso: e se a coisa corre mal, como se retiram benefícios tão caros para a Segurança Social? É que em Portugal não há tradição de marcha-atrás na concessão de benefícios aos cidadãos (passam a chamar-se “direitos adquiridos”)?

Sendo assim, porque não equacionar outra solução? V.g. liberalizar totalmente os despedimentos (em troca de formação virada para aquilo de que a Economia precisa). Há um argumento a favor e outro contra. A favor: apesar dos complexos ideológicos, os portugueses começam (finalmente) a perceber que as empresas não podem manter artificialmente empregos. Contra: seria injusto permitir o livre despedimento no sector privado e manter empregados de longa duração no sector público.

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