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Raul Vaz 25 de Agosto de 2006 às 13:59

E saíram bolas

Numa peça jornalística notável, o director-adjunto deste jornal deu-nos a conhecer os projectos do ministro da Economia. Ficamos rendidos: finalmente percebemos a aposta de Sócrates em Manuel Pinho. O homem pensa. E quando pensa, desenha.

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O exercício, «espontâneo e feito de improviso», serviu de base para, de uma forma enxuta, este jornal preencher quatro páginas com o pensamento de Pinho. Ilustrado com desenhos do próprio, equações indecifráveis para um leigo como nós, perceptíveis nas palavras escritas pelo punho ministerial. Vale a pena seguir as certezas do ministro. Contrariando o pessimismo de alguns, Pinho esclarece as dúvidas do jornalista: «Essa [como é que se somam 12 mil milhões de euros em investimentos captados?] é fácil. Digo-lhe já tudo, tenho todos os projectos na minha cabeça. Quer ver? Dê-me aí um papel». E logo saíram as bolas correspondentes aos sectores em que Pinho não admite falhar. Primeira bola: NI, abreviatura de Novos Investimentos; segunda: multinacionais? E por diante, até à sexta, que quase era esquecida: o turismo, «uma das grandes apostas deste Ministério». Ficamos ainda a saber que Sines pode ter mais 10 refinarias químicas, passando a rivalizar com portos como Hamburgo, Antuérpia, Roterdão, Barcelona e Tarragona. É obra! Resta dizer que este trabalho de Pedro Guerreiro (publicado na edição de segunda-feira, 21 de Agosto) foi conseguido num voo de São Paulo para o Rio, durante a viagem de Sócrates ao Brasil. Onde não se ouviu uma palavra ao ministro da Economia. Provavelmente por não querer retirar protagonismo ao chefe. Vai daí, saíram bolas.
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