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É desta que Sócrates vai lá?

O primeiro-ministro terá pedido aos responsáveis da CGD, BCP, BES, Santander Totta e BPI para analisar as dificuldades de financiamento da banca e o seu impacte na redução do crédito à Economia (sobretudo às PME).

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O primeiro-ministro terá pedido aos responsáveis da CGD, BCP, BES, Santander Totta e BPI para analisar as dificuldades de financiamento da banca e o seu impacte na redução do crédito à Economia (sobretudo às PME).

Esperemos que a reunião tenha sido útil. Porque o primeiro-ministro e o ministro das Finanças parecem ter dificuldade em entender as razões por trás da "seca" que bancos portugueses, mas também gregos e espanhóis (veja-se a histeria em Madrid, com banqueiros a qualificarem de absurda a decisão do BCE de não renovar uma linha de crédito de 542 mil milhões de euros cujo prazo expira amanhã…) estão a enfrentar.

Não sabemos o que terão os banqueiros dito a Sócrates. Espera-se que não tenham pedido para pressionar o BCE a manter linhas de crédito que de excepcionais passaram a… permanentes. Porque além de o BCE ser independente, isso não resolve, do ponto de vista estrutural, a desconfiança dos mercados. Situação que está directamente relacionada com os receios de default da nossa dívida. Enquanto o Estado não der razões para os mercados acreditarem que não irá à falência (é só fazer contas ao custo da dívida que vem sendo emitida pelo IGCP para se compreender os receios dos investidores…!) o problema não se resolve.

Bem pode Sócrates dizer que Portugal já vai na 2ª edição do pacote de austeridade. É verdade. Só que os nossos parceiros do Euro (e até os ingleses, que estão fora dele) foram mais sérios do que nós: cortaram despesa corrente (leia-se cortaram salários). Nós andamos a brincar às subidas de impostos, mantendo intacta a raiz do problema (a despesa corrente).

camilolourenco@gmail.com




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