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Raul Vaz 06 de Março de 2008 às 13:59

Ele esforça-se, mas ainda não merece

Ele anda por aí, disponível para mudar de opinião sempre que pressente um caminho. Luís Filipe Menezes deu mais uma entrevista, esta para se demarcar de si próprio. Ao Jornal de Notícias diz que “não há condições sociais para flexibilizar as leis laborais

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Menezes não sabe o que diz? Esquece o que disse? Não excluindo a possibilidade, a conclusão é prematura. O mais provável está numa tentação pela ubiquidade, propriedade que se revela irresistível quando perguntado sobre o futuro. Menezes penou para chegar ao sítio onde está, num caminho feito com a tenacidade que se exige aos homens comuns para ocuparem um espaço indivisível - e quando se chega ao espaço cria-se uma nova ilusão. A noção do que é efémero desaparece quando acaba o homem comum, aquele que rejeita o simples cenário de uma natural substituição ("nem à bomba?", é a versão do próprio aos seus fiéis). O que verdadeiramente Menezes gostava de ser confessou ontem ao descobrir um "vazio" criado pelo "paradoxo": "O PSD ainda não merece ser Governo, o PS já não merece ser Governo". Menezes gostava de ocupar este "vazio", sendo tudo em simultâneo, líder do PSD e líder do PS. Ele esforça-se, mas ainda não merece.
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