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Ernâni Lopes e o corte de salários

Ernâni Lopes, uma das "reservas" da República, fez ontem um grande favor ao País quando disse que se fosse ministro das Finanças cortava os salários entre 15% e a20% aos servidores do Estado.

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Políticos incluídos. "Como assim?", perguntará o leitor. Afinal, a defesa do corte dos salários, tanto do sector público como privado, já foi feita por outros economistas de renome. Como Luís Campos e Cunha e Vítor Bento. Pois, é uma verdade.

O problema é que Ernâni Lopes foi mais longe, ao dizer que cortaria salários "a cru. Sem explicar nada. Ou melhor, explicando que ou é assim ou não é". Ou seja, o antigo ministro das Finanças não ficou pelo diagnóstico, atacou aquele que é um dos piores males do País: a mania do diálogo. Uma mania que é a principal responsável pelo descalabro a que chegaram as contas públicas portuguesas.


É claro que as cabeças pensantes do país se vão atirar ao antigo ministro das Finanças, dizendo que sem diálogo não se vai a lado nenhum. É mentira. Em Portugal, diálogo normalmente significa cedências... A favor das corporações.

Se o leitor tiver alguma dúvida, faça o seguinte exercício: quantas vezes ouviu os sindicatos do Estado gritar que o sector perde poder de compra há 10 anos (eu já perdi a conta)?. Mas se assim é, por que é que as estatísticas mostram que a despesa corrente do Estado (essencialmente salários) nunca parou de subir nas últimas décadas? Mistérios...


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