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Steve Tobak 02 de Junho de 2014 às 10:41

Está a formar-se uma bolha nas tecnológicas?

Steve Tobak diz que volta a existir o pressuposto "tragicamente falacioso de que este é um mercado com um potencial de crescimento infinito". Não é assim, avisa.

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Steve Tobak diz ser um "sobrevivente da primeira bolha das 'dotcom'", que estourou na viragem do milénio. Hoje, um dos directores da Invisor Consulting, uma consultora em Silicon Valley, confessa sentir "um arrepio na espinha" quando olha para as cotações de algumas empresas tecnológicas. E também quando lê sobre negócios como a compra pelo Facebook do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, por 19 mil milhões de dólares.


Questionado sobre se está a formar-se uma nova bolha no sector tecnológico nos EUA, Steve Tobak não tem dúvidas: esta bolha não é exactamente igual à anterior, "mas as circunstâncias subjacentes são as mesmas e há sinais de alerta impressionantes que estão à frente dos nossos olhos".


As avaliações "injustificadamente estratosféricas" que Steve Tobak vê nas empresas do sector, das mais pequenas às maiores, têm feito correr muita tinta. Se o famoso investidor Warren Buffett diz não ver, pelo menos para já, uma bolha, vários "hedge funds" estão já a posicionar-se para o estouro. Um dos mais conhecidos é David Einhorn, da Greenlight Capital. Em Abril, disse que "é consensual que estamos a assistir à formação da segunda bolha nas tecnológicas em 15 anos. O que não é certo é até que ponto a bolha continuará a crescer e qual será o acontecimento que desencadeará o seu colapso".


Empresas como o Facebook, o LinkedIn, a Amazon, a Netflix, até o Twitter, negoceiam com múltiplos da cotação face aos lucros (PER) de várias centenas de vezes. Nalgumas empresas, tem de usar-se o rácio entre a cotação e as receitas, já que os resultados são ínfimos ou negativos. O que não impede que estejam a ser avaliadas pelo mercado em várias centenas ou milhares de milhões de dólares.


Para Steve Tobak, estamos novamente a cultivar o "pressuposto tragicamente falacioso de que este mercado é perfeitamente elástico e com um potencial de crescimento infinito". Na realidade, diz o especialista, "centenas de empresas de Internet concorrem por um conjunto finito de globos oculares e por receitas potenciais finitas". 

 

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