Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 23 de agosto de 2018 às 19:45

ETF são o maior risco para o "bull market"

Tarifas, taxas de juro, Brexit. Nada abala aquele que é já o maior "bull market" da história dos EUA. Mas uma correcção é inevitável. A questão é quando e se ainda há potencial para ganhos no mercado accionista norte-americano.

E, tendo em conta a opinião da maioria dos especialistas, as acções ainda têm margem para maiores valorizações. O problema é quando os investidores começarem a sair. Não se sabe ao certo o que poderá espoletar uma inversão da tendência, mas o forte investimento através de fundos passivos poderá acelerar um "crash" nas bolsas.

Michael Horan, responsável pela negociação de serviços financeiros da BNY Mellon, avisa que, dada a forte exposição a ETF, devido aos baixos custos que cobram e à simplicidade de negociação, isto pode constituir um risco para os mercados "O desafio é que se houver um choque - e toda a gente sente que há algum tipo de choque que vai ocorrer - vender essas posições em ETF e particularmente em obrigações, se houver uma precipitação para a porta, para a saída, vai ser muito difícil para o mercado aguentar o peso de todas essas vendas", explicou Horan à CNBC.

Mais um risco a juntar-se a uma extensa lista de desafios que os mercados enfrentam. Para já, o touro não dá sinais de cansaço.

 

Jornalista

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