Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 02 de junho de 2019 às 18:45

Foi a recompra de ações nos EUA longe demais?

A remuneração acionista tem sido um dos catalisadores das empresas cotadas. Com o mercado a entrar numa fase mais instável, os investidores procuram focar-se em empresas que garantem uma determinada taxa de retorno.

Mas, enquanto na Europa, as cotadas privilegiam a remuneração acionista via dividendos, em Wall Street a conversa é outra. A recompra de ações vem atingindo máximo após máximo, com grandes companhias a anunciarem planos de compra de ações próprias milionários.

As 500 maiores empresas dos EUA deverão gastar quase um bilião de dólares na compra de ações próprias este ano, segundo o Goldman Sachs. Apenas a Apple anunciou recentemente que planeia recomprar mais 75 mil milhões de dólares em ações. Mas será que estes programas foram longe demais? A questão é lançada por um artigo da Bloomberg.

Vários responsáveis, como Bernie Sanders ou o ex-presidente do Goldman, Lloyd Blankfein argumentam que estes planos têm impacto no mercado. Contudo, apesar do valor impressionante envolvido nestes programas, os milhares de milhões gastos com estas operações representam apenas cerca de 1% das ações transacionados anualmente nas bolsas dos EUA. Uma pequena gota num oceano.

 

Jornalista

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