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Governo lança medidas de apoio às PME

Promoção de emprego, as exportações e a criação de uma conta corrente com o Estado são decisivas para o crescimento económico, redução do desemprego e reforço da tesouraria das empresas

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O governo acaba de lançar três medidas que vão incentivar as PME a exportar mais, a criar mais postos de trabalho, e a reforçar de forma imediata a sua tesouraria.

Esta era a notícia que gostaria de ler, mas como nunca mais a consigo ler, decide escreve-la.

Com a esperança de poder contribuir para o crescimento económico, através de alguns concelhos que poderiam ajudar certamente as PME, deixo ficar três medidas, que como empreendedor vejo fundamentais para o crescimento económico, a redução do desemprego, e o reforço da tesouraria das empresas.

Criação de emprego: Promover estágios de 12 meses, para os desempregados, nas empresas que necessitam de pessoal para vender, desenvolver, inovar, etc a custo zero. Em vez da pessoa estar no desemprego, e fora do mercado de trabalho, e já que o estado tem de pagar sem que os desempregados produzam, pelo menos poderiam pagar para que os mesmos produzissem, estimulando desta forma a criação dos postos de trabalho. Se o empreendedor não tem dinheiro para contratar, ou tem pouco, mas precisa de mais colaboradores para desenvolver o seu negócio, eis que esta poderia ser uma medida para ajudar essencialmente as micro e pequenas empresas a promover novos negócios sem ter que investir ou ter risco. Passados os 12 meses, certamente que desse trabalho sairiam vendas e capacidade financeira para contratar o desempregado, reduzindo assim o desemprego, e ajudando a empresa a progredir. Não vale a pena inventar cursos para os entreter, nem andar com muitas regras para as empresas, como existem hoje, para a contratação de desempregados, porque as mesmas acabam por não resultar. "Make it simple, and make it work".

Exportação: O tema mais debatido e com menos resultados até hoje. Criar algo de concreto para melhorar e incentivar a exportação, como por exemplo: Por cada ponto percentual no aumento das vendas ao estrangeiro, de ano para ano, a empresa teria direito a um crédito que iria ser utilizado no abatimento do IRC a pagar. Trata-se de incentivar as empresas a exportar mais. Já que as empresas andam sempre a tentar, de forma legítima, fugir ao IRC, tentem antes legalizar essa fuga em benefício da economia portuguesa, e assim se acabam os esquemas que ultimamente são notícia. Temos de pensar ao contrário. Eu não vejo forma de realimentar a economia portuguesa sem aumentar as exportações, por isso é necessário usar esta necessidade em benefício das empresas e do País. Por um lado porque ao vender mais lá fora, naturalmente a empresa tem um maior potencial de crescimento, e por outro, porque criará mais postos de trabalho para suportar a internacionalização, alimentando a economia local. Para o Estado o benefício não viria obcecadamente do IRC, mas sim dos impostos dos novos trabalhadores, da redução dos subsídios de desemprego, e dos impostos associados ao consumo que estes novos trabalhadores iriam produzir, uma vez que às empresas também lhes iria interessar alocar mais recursos humanos onde a empresa mais factura, para não pagar tantos impostos sobre os lucros, incrementando desta forma os postos de trabalho em Portugal e contribuindo para o país. Uma medida empurra a outra.

Conta Corrente com o Estado: Aquela que sempre defendi e a que mais gosto. Se o Estado deve às empresas, milhões de euros, e as empresas pagam impostos todos os meses ao Estado, porque é que não se criam contas correntes entre o Estado e as empresas, ou seja: se o Estado deve à empresa 100.000€, a empresa fica com o crédito de 100.000€ em conta corrente, e vai abatendo o mesmo com os impostos que teria de pagar, até que a dívida esteja saldada. Isto permitiria que a empresa fosse cobrando ao Estado, mês a mês, aliviando a tesouraria da empresa, sendo que para o Estado seria um pagamento da dívida a prestações. Uma ajuda mútua e lógica. Desta forma a empresa não tem de estar todos os meses a pagar impostos, quando ainda tem a receber do Estado. Só pagaria quando já não tivesse nada a receber do Estado. Isto parece-me tão lógico como dizer a um amigo que não tem de te pagar porque tu ainda lhe deves.




Dicas
1. Pensem nas medidas.
2. Executem-nas.


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*Fundador e líder executivo da Zonadvanced - Grupo First
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