Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 11 de março de 2018 às 18:45

Há mais "shorts" na Dinamarca e o regulador agradece 

As apostas contrárias são um dos clássicos para tentar bater o mercado. O alvo típico destes investidores, que apostam na queda das acções, tende a ser empresas mais fragilizadas ou que subiram demasiado e, por isso, estão mais predispostas a uma correcção.

E, desta vez, a atenção dos "hedge funds" está nas acções dinamarquesas. Os especuladores estão a apostar numa queda das acções, com as apostas negativas na bolsa da Dinamarca a mais do que triplicarem nos últimos cinco anos, segundo cálculos da Autoridade de Supervisão Financeira em Copenhaga, citados pela Bloomberg. E, ao contrário do que aconteceu na crise financeira, quando o regulador baniu os "shorts" sobre o sector financeiro, agora estes movimentos são bem recebidos pelo órgão de regulação dinamarquês. "Estamos de forma geral optimistas para o 'short selling'", refere Anders Balling, responsável pela divisão de mercados de capitais da FSA, o regulador da Dinamarca, em declarações por telefone à Bloomberg. De acordo com o mesmo responsável, "as posições a descoberto são boas para o bom funcionamento do mercado accionista" e ajudam a aumentar a liquidez. Até porque cabe à cotada demonstrar que tem valor.

 

Jornalista

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mais votado Shorts: Vilões para alguns, Heróis para muitos 11.03.2018

São os Vilões porque tomam posições interpretadas como de indução à baixa;
São os Heróis, porque , remando amiúde contra marés de popularidade
e expondo-se a situações de risco de “pôr os cabelos em pé”,
(recorde-se que, para os Shorts, o prejuízo pode ser infinito,
o que nunca acontece para os Longs),
desempenham um papel útil para o investidor em geral,
que investe esperando que as cotações
reflitam o mais aproximadamente possível o valor real,
e que não abundem os “gatos” valorizados ao preço de” lebres”.
Os Shorts andam sempre “à caça” de tais “gatos”,
que têm vindo progressivamente a escassear,
à medida que um período,
já relativamente muito longo
desde a última mudança estrutural nos mercados (grande recessão de 2008-9),
tem possibilitado a sempre habitual convergência dos Mercados,
para um nunca atingível grau absoluto de perfeição.
Recentemente a melhor estratégia para os Shorts
tem sido aproveitar tendências de queda em horizontes de 20-40 dias.

comentários mais recentes
Shorts: Vilões para alguns, Heróis para muitos 11.03.2018

São os Vilões porque tomam posições interpretadas como de indução à baixa;
São os Heróis, porque , remando amiúde contra marés de popularidade
e expondo-se a situações de risco de “pôr os cabelos em pé”,
(recorde-se que, para os Shorts, o prejuízo pode ser infinito,
o que nunca acontece para os Longs),
desempenham um papel útil para o investidor em geral,
que investe esperando que as cotações
reflitam o mais aproximadamente possível o valor real,
e que não abundem os “gatos” valorizados ao preço de” lebres”.
Os Shorts andam sempre “à caça” de tais “gatos”,
que têm vindo progressivamente a escassear,
à medida que um período,
já relativamente muito longo
desde a última mudança estrutural nos mercados (grande recessão de 2008-9),
tem possibilitado a sempre habitual convergência dos Mercados,
para um nunca atingível grau absoluto de perfeição.
Recentemente a melhor estratégia para os Shorts
tem sido aproveitar tendências de queda em horizontes de 20-40 dias.

General Ciresp 11.03.2018

Se a moda pega,ainda vamos ver no futebol os clubes a jogarem nao para ganharem os jogos,mas jogar para perderem,visto bem o esforco acaba por ser o mesmo.Aparte.

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